O panorama das reservas globais de lítio está fortemente concentrado, com um pequeno número de nações a controlar a grande maioria dos depósitos mundiais. À medida que a procura por lítio continua a aumentar—impulsionada pela expansão de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e fabricação de baterias—compreender quais os países que detêm as reservas mais significativas tornou-se fundamental para investidores e players da indústria. Atualmente, as reservas mundiais de lítio totalizam 30 milhões de toneladas métricas, com as maiores reservas concentradas num número surpreendentemente reduzido de países que estão a moldar a transição para a energia limpa.
O Triângulo do Lítio: Onde Mais de Metade das Fornecimentos Globais Estão Localizados
Três países vizinhos na América do Sul—Chile, Argentina e Bolívia—compõem juntos o “Triângulo do Lítio”, que alberga mais da metade das reservas mundiais de lítio. Esta concentração geográfica reforça a importância crescente destes países para a segurança energética global e as cadeias de abastecimento de baterias.
Domínio do Chile: 9,3 Milhões de Toneladas Métricas de Fornecimento Mundial
O Chile lidera globalmente com 9,3 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, sendo o maior detentor do metal para baterias. A região do Salar de Atacama contém aproximadamente 33 por cento da base de reservas de lítio do mundo, grande parte classificada como “economicamente extraível”. Os principais produtores SQM e Albemarle operam extensivamente nesta região, embora o país tenha recentemente alterado a sua abordagem à extração de lítio.
No final de 2023, o governo chileno anunciou planos para nacionalizar parcialmente a indústria do lítio, com a estatal Codelco a negociar interesses de controlo nas principais operações. Apesar de deter reservas enormes, o Chile produziu 44.000 toneladas métricas em 2024—sendo o segundo maior produtor global. Rodadas recentes de licitações para contratos de operação de lítio sugerem que o governo procura acelerar a produção e maximizar o valor económico destes vastos depósitos.
Desenvolvimento Rápido na Argentina: 4 Milhões de Toneladas Métricas e Crescente
A Argentina ocupa o terceiro lugar mundial com 4 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, posicionando-se como o quarto maior produtor de lítio do mundo, com 18.000 toneladas métricas de produção no ano passado. O país demonstrou planos agressivos de expansão, com o governo a comprometer até US$4,2 mil milhões para impulsionar a produção de lítio. Em 2024, a grande empresa mineira Rio Tinto anunciou um investimento de US$2,5 mil milhões para expandir a capacidade nas operações do salar Rincon de 3.000 para 60.000 toneladas métricas até 2028.
“A produção de lítio na Argentina mantém-se competitiva em custos mesmo num ambiente de preços baixos”, segundo executivos do setor, destacando as vantagens estruturais do país no setor. Com aproximadamente 50 projetos avançados de mineração de lítio em desenvolvimento, a Argentina representa uma das regiões de reservas de crescimento mais rápido, com potencial de produção ainda por explorar.
Para Além do Triângulo do Lítio: Reservas na Austrália e Ásia
Vantagem do Rocha Dura na Austrália: 7 Milhões de Toneladas Métricas
A Austrália detém 7 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, concentradas principalmente na Austrália Ocidental. Ao contrário dos depósitos de salmouras encontrados na América do Sul, o lítio na Austrália provém de depósitos de espoduménio em rocha dura. Esta diferença geológica afeta os métodos de extração, mas não impediu que a Austrália se tornasse o maior produtor de lítio do mundo em 2024, à frente até do Chile.
A mina Greenbushes, operada por uma joint venture que inclui a Talison Lithium e os principais produtores Tianqi Lithium e Albemarle, tem produzido lítio desde 1985 e representa uma das fontes de rocha dura mais importantes do mundo. Pesquisas emergentes identificaram potencial adicional de lítio inexplorado em Queensland, Nova Gales do Sul e Victoria, sugerindo que a base de reservas da Austrália pode expandir-se significativamente nos próximos anos.
Posição Estratégica da China: 3 Milhões de Toneladas Métricas Mais Domínio no Processamento
A China possui 3 milhões de toneladas métricas de reservas comprovadas de lítio, mas desempenha um papel muito mais importante no mercado global de lítio do que as reservas por si só sugerem. O país produziu 41.000 toneladas métricas em 2024 e atualmente alberga a maioria das instalações de processamento de lítio e capacidade de fabricação de baterias do mundo. Embora importe grande parte do seu lítio bruto da Austrália, controla o processamento downstream que transforma a matéria-prima em produtos químicos de lítio de grau para baterias.
Descobertas recentes reforçaram as estimativas de reservas da China, com relatos na mídia a afirmar que os depósitos agora representam 16,5 por cento dos recursos globais—uma subida de 6 por cento anteriormente. Uma nova faixa de lítio de 2.800 quilómetros, identificada na região oeste, supostamente contém reservas comprovadas superiores a 6,5 milhões de toneladas de minério de lítio, com recursos potenciais superiores a 30 milhões de toneladas.
Outras Nações com Grandes Reservas
Para além dos quatro principais, várias outras nações detêm reservas significativas de lítio que merecem atenção:
Estados Unidos — 1.800.000 MT
Canadá — 1.200.000 MT
Zimbábue — 480.000 MT
Brasil — 390.000 MT
Portugal — 60.000 MT (maior na Europa)
Portugal, apesar de possuir reservas menores, produziu 380 toneladas métricas de lítio em 2024 e representa um interesse crescente na Europa para o desenvolvimento de cadeias de abastecimento de baterias domésticas.
Perspetivas de Oferta: Aceleração da Procura e Implicações na Produção
A procura por lítio está a acelerar muito mais rapidamente do que as adições às reservas. Analistas do setor preveem que a procura de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia por lítio aumentará ambos mais de 30 por cento ano após ano em 2025. Este aumento na procura está a impulsionar os países com maiores reservas a expandir rapidamente a capacidade de produção.
A concentração das principais reservas de lítio em um número reduzido de países cria oportunidades e desafios. Nações com depósitos substanciais—particularmente aquelas no Triângulo do Lítio—estão a posicionar-se como infraestruturas críticas para a transição energética global. Ao mesmo tempo, a competição geopolítica pelo fornecimento de lítio intensifica-se, com grandes potências a assegurar acordos de fornecimento a longo prazo e a investir em infraestruturas de extração.
Os países com maiores reservas nem sempre são os maiores produtores, destacando a importância do tipo geológico, estabilidade política, capital de investimento e infraestrutura de processamento na determinação de quem realmente fornece a procura global. Como o lítio continua a ser essencial para a tecnologia de baterias de íons de lítio que alimentam veículos elétricos e instalações de armazenamento de energia, controlar reservas tornou-se um ativo estratégico na corrida pela energia limpa.
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Onde se concentra o fornecimento mundial de lítio: uma análise aprofundada da distribuição das reservas globais
O panorama das reservas globais de lítio está fortemente concentrado, com um pequeno número de nações a controlar a grande maioria dos depósitos mundiais. À medida que a procura por lítio continua a aumentar—impulsionada pela expansão de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e fabricação de baterias—compreender quais os países que detêm as reservas mais significativas tornou-se fundamental para investidores e players da indústria. Atualmente, as reservas mundiais de lítio totalizam 30 milhões de toneladas métricas, com as maiores reservas concentradas num número surpreendentemente reduzido de países que estão a moldar a transição para a energia limpa.
O Triângulo do Lítio: Onde Mais de Metade das Fornecimentos Globais Estão Localizados
Três países vizinhos na América do Sul—Chile, Argentina e Bolívia—compõem juntos o “Triângulo do Lítio”, que alberga mais da metade das reservas mundiais de lítio. Esta concentração geográfica reforça a importância crescente destes países para a segurança energética global e as cadeias de abastecimento de baterias.
Domínio do Chile: 9,3 Milhões de Toneladas Métricas de Fornecimento Mundial
O Chile lidera globalmente com 9,3 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, sendo o maior detentor do metal para baterias. A região do Salar de Atacama contém aproximadamente 33 por cento da base de reservas de lítio do mundo, grande parte classificada como “economicamente extraível”. Os principais produtores SQM e Albemarle operam extensivamente nesta região, embora o país tenha recentemente alterado a sua abordagem à extração de lítio.
No final de 2023, o governo chileno anunciou planos para nacionalizar parcialmente a indústria do lítio, com a estatal Codelco a negociar interesses de controlo nas principais operações. Apesar de deter reservas enormes, o Chile produziu 44.000 toneladas métricas em 2024—sendo o segundo maior produtor global. Rodadas recentes de licitações para contratos de operação de lítio sugerem que o governo procura acelerar a produção e maximizar o valor económico destes vastos depósitos.
Desenvolvimento Rápido na Argentina: 4 Milhões de Toneladas Métricas e Crescente
A Argentina ocupa o terceiro lugar mundial com 4 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, posicionando-se como o quarto maior produtor de lítio do mundo, com 18.000 toneladas métricas de produção no ano passado. O país demonstrou planos agressivos de expansão, com o governo a comprometer até US$4,2 mil milhões para impulsionar a produção de lítio. Em 2024, a grande empresa mineira Rio Tinto anunciou um investimento de US$2,5 mil milhões para expandir a capacidade nas operações do salar Rincon de 3.000 para 60.000 toneladas métricas até 2028.
“A produção de lítio na Argentina mantém-se competitiva em custos mesmo num ambiente de preços baixos”, segundo executivos do setor, destacando as vantagens estruturais do país no setor. Com aproximadamente 50 projetos avançados de mineração de lítio em desenvolvimento, a Argentina representa uma das regiões de reservas de crescimento mais rápido, com potencial de produção ainda por explorar.
Para Além do Triângulo do Lítio: Reservas na Austrália e Ásia
Vantagem do Rocha Dura na Austrália: 7 Milhões de Toneladas Métricas
A Austrália detém 7 milhões de toneladas métricas de reservas de lítio, concentradas principalmente na Austrália Ocidental. Ao contrário dos depósitos de salmouras encontrados na América do Sul, o lítio na Austrália provém de depósitos de espoduménio em rocha dura. Esta diferença geológica afeta os métodos de extração, mas não impediu que a Austrália se tornasse o maior produtor de lítio do mundo em 2024, à frente até do Chile.
A mina Greenbushes, operada por uma joint venture que inclui a Talison Lithium e os principais produtores Tianqi Lithium e Albemarle, tem produzido lítio desde 1985 e representa uma das fontes de rocha dura mais importantes do mundo. Pesquisas emergentes identificaram potencial adicional de lítio inexplorado em Queensland, Nova Gales do Sul e Victoria, sugerindo que a base de reservas da Austrália pode expandir-se significativamente nos próximos anos.
Posição Estratégica da China: 3 Milhões de Toneladas Métricas Mais Domínio no Processamento
A China possui 3 milhões de toneladas métricas de reservas comprovadas de lítio, mas desempenha um papel muito mais importante no mercado global de lítio do que as reservas por si só sugerem. O país produziu 41.000 toneladas métricas em 2024 e atualmente alberga a maioria das instalações de processamento de lítio e capacidade de fabricação de baterias do mundo. Embora importe grande parte do seu lítio bruto da Austrália, controla o processamento downstream que transforma a matéria-prima em produtos químicos de lítio de grau para baterias.
Descobertas recentes reforçaram as estimativas de reservas da China, com relatos na mídia a afirmar que os depósitos agora representam 16,5 por cento dos recursos globais—uma subida de 6 por cento anteriormente. Uma nova faixa de lítio de 2.800 quilómetros, identificada na região oeste, supostamente contém reservas comprovadas superiores a 6,5 milhões de toneladas de minério de lítio, com recursos potenciais superiores a 30 milhões de toneladas.
Outras Nações com Grandes Reservas
Para além dos quatro principais, várias outras nações detêm reservas significativas de lítio que merecem atenção:
Portugal, apesar de possuir reservas menores, produziu 380 toneladas métricas de lítio em 2024 e representa um interesse crescente na Europa para o desenvolvimento de cadeias de abastecimento de baterias domésticas.
Perspetivas de Oferta: Aceleração da Procura e Implicações na Produção
A procura por lítio está a acelerar muito mais rapidamente do que as adições às reservas. Analistas do setor preveem que a procura de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia por lítio aumentará ambos mais de 30 por cento ano após ano em 2025. Este aumento na procura está a impulsionar os países com maiores reservas a expandir rapidamente a capacidade de produção.
A concentração das principais reservas de lítio em um número reduzido de países cria oportunidades e desafios. Nações com depósitos substanciais—particularmente aquelas no Triângulo do Lítio—estão a posicionar-se como infraestruturas críticas para a transição energética global. Ao mesmo tempo, a competição geopolítica pelo fornecimento de lítio intensifica-se, com grandes potências a assegurar acordos de fornecimento a longo prazo e a investir em infraestruturas de extração.
Os países com maiores reservas nem sempre são os maiores produtores, destacando a importância do tipo geológico, estabilidade política, capital de investimento e infraestrutura de processamento na determinação de quem realmente fornece a procura global. Como o lítio continua a ser essencial para a tecnologia de baterias de íons de lítio que alimentam veículos elétricos e instalações de armazenamento de energia, controlar reservas tornou-se um ativo estratégico na corrida pela energia limpa.