E se a verdadeira razão pela qual as casas são tão caras não for uma escassez de habitação? Veja o que isso significa para si

Principais Conclusões

  • Pesquisadores encontraram evidências que sugerem que a crise de acessibilidade à habitação está diretamente relacionada com os rendimentos, não com a oferta de habitação.
  • Isso levanta dúvidas sobre se o governo pode reduzir os custos de habitação incentivando a construção de novas casas.

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PERGUNTE

Uma análise de pesquisadores do Federal Reserve Bank de São Francisco desafia a suposição comum de que as casas ficaram mais caras porque foram construídas poucas.

A análise, publicada no início deste mês, mostrou que cidades em todo o país construíram habitações mais rápido do que o crescimento populacional. Os preços das casas, por sua vez, tendem a subir junto com os rendimentos. De fato, a oferta de habitação cresceu mais rápido do que a população, mesmo em mercados caros como São Francisco.

Em outras palavras, rendimentos crescentes, e não uma escassez de habitação, podem estar impulsionando o aumento dos custos das casas.

A pesquisa, conduzida por uma equipe liderada por Schuyler Louie, estudante de doutorado na Universidade da Califórnia, Irvine, pode reformular o debate sobre o que está causando a crise de acessibilidade à habitação — e como resolvê-la.

Com os custos de aluguel e propriedade aumentando em relação aos rendimentos típicos, políticos de ambos os principais partidos procuram maneiras de reduzir esses custos. Mas o problema pode estar menos relacionado à construção insuficiente de casas e mais ao fato de que os altos rendimentos estão elevando os preços além do alcance de todos os outros.

O que isso significa para a economia

A pesquisa sugere que a desigualdade de rendimentos, e não a escassez de habitação, é a razão pela qual muitas casas se tornaram inacessíveis para muitos americanos nos últimos anos.

“O crescimento dos preços das casas pode simplesmente refletir o aumento na demanda por habitação, impulsionado em parte pelo crescimento da renda média, de modo que as questões de acessibilidade à habitação podem estar principalmente relacionadas às diferenças no crescimento de renda no topo da distribuição em relação ao meio”, escreveram os pesquisadores.

Até agora, os esforços têm se concentrado em aumentar a oferta para reduzir os custos, já que os altos custos atuais de habitação são parcialmente resultado de restrições na oferta. Grupos como a Associação Nacional de Corretores de Imóveis e outros defensores da habitação afirmam que leis de zoneamento restritivas, oposição a novos empreendimentos e outros fatores causaram, nas últimas décadas, uma escassez massiva de habitação.

Acabar com essa escassez poderia melhorar a acessibilidade à habitação, segundo a lógica. Por exemplo, a Lei de Habitação para o Século XXI, apresentada no ano passado e avançando pelo Congresso com apoio bipartidário, visa reduzir a burocracia e financiar novas construções.

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Mas se Louie estiver correto, essas soluções podem estar fora de foco.

Ele argumenta que a crise de acessibilidade não será resolvida apenas construindo mais casas. A questão mais profunda, escreveu, é “a distribuição relativa do crescimento econômico entre os níveis de renda” — em resumo, quem está ganhando renda e onde. Se os altos rendimentos estão impulsionando os preços em certos mercados, aumentar a oferta não ajudará os trabalhadores que estão sendo excluídos.

Essa mudança importa para a política. Projetos como a Lei de Habitação para o Século XXI focam em facilitar novas construções. Mas, se a pesquisa estiver correta, um alvo mais eficaz pode ser o próprio mercado de trabalho — e a crescente disparidade entre o que os maiores rendimentos e todos os outros podem pagar por uma casa.

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