Na era em que as ferramentas financeiras se tornam cada vez mais diversificadas, os investidores precisam selecionar instrumentos adequados aos seus objetivos e à sua capacidade de gerir riscos. Desde barras de ouro até instrumentos financeiros, há muitas opções disponíveis, como compras diretas, fundos ou até derivados, que são um exemplo. No entanto, entre todas as ferramentas, os derivados (Derivative) são os mais conhecidos em termos de risco, embora a maioria dos investidores ainda não os compreenda profundamente. Essa compreensão insuficiente pode levar a decisões inadequadas.
Para que os investidores possam aproveitar os derivados de forma eficaz e gerir riscos adequadamente, este artigo irá revelar conceitos básicos e aplicações detalhadas desta ferramenta.
O que são derivados no mundo financeiro
Derivados (Derivative) não são bens físicos, mas contratos ou acordos financeiros feitos entre duas partes atualmente, concordando em trocar um ativo subjacente (underlying asset) ou concedendo o direito de comprar ou vender um ativo no futuro.
O funcionamento simples dos derivados é o acordo prévio sobre quantidade e preço, permitindo que ambas as partes tenham certeza de que poderão comprar ou vender o ativo pelo preço acordado no futuro, independentemente das flutuações de mercado.
A importância dos derivados reside na sua capacidade de refletir a visão do mercado sobre preços futuros. Quando o preço de mercado muda entre a data do contrato e a data de entrega, surgem oportunidades de especulação e proteção contra riscos.
Exemplo do mercado real
Considere a situação no mercado de petróleo bruto West Texas, em setembro. Duas partes concordam com um contrato futuro para entrega em dezembro, a um preço de 40 dólares por barril.
Para o comprador: garante a aquisição do petróleo a 40 dólares por barril, mesmo que em dezembro o preço de mercado suba para 50 dólares.
Para o vendedor: tem certeza de que o produto que está produzindo será vendido a um preço adequado, sem se preocupar com uma possível queda de preço durante o armazenamento.
Ambas as partes estão protegidas, e essa é a essência dos derivados – contratos entre duas partes que gerenciam riscos.
Classificação importante dos derivados
Existem vários tipos de derivados, cada um com suas características específicas.
Tipo 1: Contratos a Termo (Forwards)
Contratos a termo são acordos entre duas partes para comprar ou vender um ativo a um preço e quantidade definidos hoje, com entrega e pagamento ocorrendo no futuro.
Vantagens:
Personalizáveis e ajustáveis às necessidades do negociador
A entrega do ativo ocorre de fato
Desvantagens:
Baixa liquidez, por serem acordos privados
Não indicados para especulação de curto prazo
Comumente utilizados no setor agrícola e de commodities
Tipo 2: Contratos Futuros (Futures)
Contratos futuros são semelhantes aos a termo, mas possuem padrões rígidos.
Características:
Padrão único: quantidade, qualidade e data de entrega fixas
Comercializados em mercados regulamentados
Alta liquidez
Exemplos: mercado de petróleo bruto, Brent, ouro na COMEX
Vantagens:
Permitem negociações longas ou curtas
Possibilidade de encerrar posições antes da entrega para evitar a entrega física
Desvantagens:
Taxas de encerramento de posição
Tamanho do contrato pode ser grande para investidores pequenos
Tipo 3: Opções (Options) – Direito, não obrigação
Opções concedem ao titular o direito, não a obrigação, de comprar ou vender um ativo de referência a um preço acordado no futuro.
Mecanismo:
O comprador paga um “prêmio” para adquirir o direito
O vendedor (concedente) recebe o prêmio e tem a obrigação de cumprir o contrato
Vantagens:
Limita o risco do comprador ao valor do prêmio
Potencial de lucro ilimitado
Alta flexibilidade
Desvantagens:
Complexidade, requer estudo detalhado
Uso inadequado pode aumentar riscos
( Tipo 4: Swaps )Swap###
Swaps são acordos de troca de fluxos de caixa futuros, diferentes de outros instrumentos.
Benefícios:
Proteção contra variações de taxa de juros
Gestão eficiente de fluxo de caixa
Desvantagens:
Baixa liquidez
Geralmente utilizados por instituições
( Tipo 5: Contratos por Diferença )CFD###
CFD difere claramente dos quatro primeiros tipos: não há entrega física do ativo.
Características principais:
Referência a futuros ou outros ativos
Liquidados pela diferença de preço entre abertura e fechamento
Permitem lucros em mercados de alta ou baixa
Utilizam alavancagem para ampliar ganhos
Semelhantes aos contratos do TFEX, populares na Tailândia
Vantagens:
Alta alavancagem que amplia lucros
Baixo investimento necessário
Alta liquidez
Processo simples, acessível via aplicativos
Permitem negociações em mercados de alta e baixa
Desvantagens:
Alta alavancagem também amplia perdas
Não indicados para investimentos de longo prazo
Tabela comparativa resumida
Tipo
Conceito
Vantagens
Desvantagens
CFD
Especulação de diferença de preço
Alta alavancagem, baixo capital, alta liquidez
Risco ampliado, não indicado para longo prazo
Contratos a Termo
Proteção contra risco de ativos futuros
Previsibilidade de preço
Baixa liquidez, entrega física necessária
Futuros
Proteção oficial de risco
Alta liquidez, mercado padronizado
Tamanho grande, risco de entrega
Opções
Direito de compra/venda
Risco limitado, flexibilidade
Complexidade, necessidade de estudo
Swaps
Troca de fluxo de caixa
Proteção contra taxas de juros
Baixa liquidez, para instituições
Benefícios do uso de derivados na gestão de investimentos
( 1. Fixar retorno e preço
Derivados oferecem oportunidade de negociar preço e quantidade antecipadamente. Essa certeza reduz preocupações com volatilidade de mercado.
) 2. Proteção de portfólio
Contratos futuros e CFD possuem alta liquidez, permitindo que investidores usem posições short para evitar venda física de ativos ###como ouro###, que pode gerar altas taxas.
Exemplo: um detentor de ouro físico, diante de queda de preço, pode vender futuros para compensar perdas.
( 3. Diversificação de portfólio
Derivados abrem portas para acesso a outros ativos, como petróleo e ouro, sem necessidade de transporte ou armazenamento.
) 4. Especulação com variações de preço
Operadores podem usar CFD para capturar diferenças de preço de forma eficiente, com alta liquidez e facilidade de acesso.
Riscos a considerar
Risco de alavancagem
A alavancagem realmente amplia ganhos, mas também amplia perdas. Movimentos contrários podem levar a perdas superiores ao capital investido. Para gerenciar esse risco:
Escolha corretoras com proteção de saldo negativo ###Negative Balance Protection###
Use ordens de Stop Loss e Trailing Stop regularmente
Não utilize alavancagem além de sua capacidade de gestão
( Risco de entrega
Alguns instrumentos )Contratos a termo, futuros### podem exigir entrega física. É fundamental estudar detalhadamente as condições de cada instrumento.
( Risco de volatilidade de mercado
Fatores externos )como mudanças na taxa de juros, dados econômicos, eventos políticos### podem causar oscilações abruptas de preço.
Exemplo: anúncios de mudanças na taxa de juros podem gerar alta volatilidade no ouro, causando perdas para investidores sem proteção.
Conclusão
Os derivados são ferramentas poderosas e repletas de benefícios, mas também apresentam alto risco. A realidade é que podem tanto gerar riqueza quanto causar perdas, devido à sua flexibilidade e potencial.
Chaves para usar derivados eficazmente:
Entender a ferramenta: estudar as características de cada tipo
Ter um plano: definir objetivos claros e seguir rigorosamente o plano
Com conhecimento e gestão adequados, investidores podem usar derivados para aumentar retornos e proteger suas carteiras de riscos de forma eficiente.
Perguntas frequentes
( Onde são vendidos os instrumentos derivados?
Depende do tipo. Alguns, como )futuros###, são negociados em mercados regulamentados. Outros, podem ser vendidos em mercados não regulados ou OTC.
( Os opções de ações )Equity Option### são considerados derivados?
Sim, opções de ações são contratos que referenciam o valor de ações, cujo valor depende do preço do ativo subjacente, enquadrando-se na definição de derivados.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
Desde o conceito até à utilização: compreensão básica sobre derivados
Na era em que as ferramentas financeiras se tornam cada vez mais diversificadas, os investidores precisam selecionar instrumentos adequados aos seus objetivos e à sua capacidade de gerir riscos. Desde barras de ouro até instrumentos financeiros, há muitas opções disponíveis, como compras diretas, fundos ou até derivados, que são um exemplo. No entanto, entre todas as ferramentas, os derivados (Derivative) são os mais conhecidos em termos de risco, embora a maioria dos investidores ainda não os compreenda profundamente. Essa compreensão insuficiente pode levar a decisões inadequadas.
Para que os investidores possam aproveitar os derivados de forma eficaz e gerir riscos adequadamente, este artigo irá revelar conceitos básicos e aplicações detalhadas desta ferramenta.
O que são derivados no mundo financeiro
Derivados (Derivative) não são bens físicos, mas contratos ou acordos financeiros feitos entre duas partes atualmente, concordando em trocar um ativo subjacente (underlying asset) ou concedendo o direito de comprar ou vender um ativo no futuro.
O funcionamento simples dos derivados é o acordo prévio sobre quantidade e preço, permitindo que ambas as partes tenham certeza de que poderão comprar ou vender o ativo pelo preço acordado no futuro, independentemente das flutuações de mercado.
A importância dos derivados reside na sua capacidade de refletir a visão do mercado sobre preços futuros. Quando o preço de mercado muda entre a data do contrato e a data de entrega, surgem oportunidades de especulação e proteção contra riscos.
Exemplo do mercado real
Considere a situação no mercado de petróleo bruto West Texas, em setembro. Duas partes concordam com um contrato futuro para entrega em dezembro, a um preço de 40 dólares por barril.
Para o comprador: garante a aquisição do petróleo a 40 dólares por barril, mesmo que em dezembro o preço de mercado suba para 50 dólares.
Para o vendedor: tem certeza de que o produto que está produzindo será vendido a um preço adequado, sem se preocupar com uma possível queda de preço durante o armazenamento.
Ambas as partes estão protegidas, e essa é a essência dos derivados – contratos entre duas partes que gerenciam riscos.
Classificação importante dos derivados
Existem vários tipos de derivados, cada um com suas características específicas.
Tipo 1: Contratos a Termo (Forwards)
Contratos a termo são acordos entre duas partes para comprar ou vender um ativo a um preço e quantidade definidos hoje, com entrega e pagamento ocorrendo no futuro.
Vantagens:
Desvantagens:
Tipo 2: Contratos Futuros (Futures)
Contratos futuros são semelhantes aos a termo, mas possuem padrões rígidos.
Características:
Vantagens:
Desvantagens:
Tipo 3: Opções (Options) – Direito, não obrigação
Opções concedem ao titular o direito, não a obrigação, de comprar ou vender um ativo de referência a um preço acordado no futuro.
Mecanismo:
Vantagens:
Desvantagens:
( Tipo 4: Swaps )Swap###
Swaps são acordos de troca de fluxos de caixa futuros, diferentes de outros instrumentos.
Benefícios:
Desvantagens:
( Tipo 5: Contratos por Diferença )CFD###
CFD difere claramente dos quatro primeiros tipos: não há entrega física do ativo.
Características principais:
Vantagens:
Desvantagens:
Tabela comparativa resumida
Benefícios do uso de derivados na gestão de investimentos
( 1. Fixar retorno e preço
Derivados oferecem oportunidade de negociar preço e quantidade antecipadamente. Essa certeza reduz preocupações com volatilidade de mercado.
) 2. Proteção de portfólio
Contratos futuros e CFD possuem alta liquidez, permitindo que investidores usem posições short para evitar venda física de ativos ###como ouro###, que pode gerar altas taxas.
Exemplo: um detentor de ouro físico, diante de queda de preço, pode vender futuros para compensar perdas.
( 3. Diversificação de portfólio
Derivados abrem portas para acesso a outros ativos, como petróleo e ouro, sem necessidade de transporte ou armazenamento.
) 4. Especulação com variações de preço
Operadores podem usar CFD para capturar diferenças de preço de forma eficiente, com alta liquidez e facilidade de acesso.
Riscos a considerar
Risco de alavancagem
A alavancagem realmente amplia ganhos, mas também amplia perdas. Movimentos contrários podem levar a perdas superiores ao capital investido. Para gerenciar esse risco:
( Risco de entrega
Alguns instrumentos )Contratos a termo, futuros### podem exigir entrega física. É fundamental estudar detalhadamente as condições de cada instrumento.
( Risco de volatilidade de mercado
Fatores externos )como mudanças na taxa de juros, dados econômicos, eventos políticos### podem causar oscilações abruptas de preço.
Exemplo: anúncios de mudanças na taxa de juros podem gerar alta volatilidade no ouro, causando perdas para investidores sem proteção.
Conclusão
Os derivados são ferramentas poderosas e repletas de benefícios, mas também apresentam alto risco. A realidade é que podem tanto gerar riqueza quanto causar perdas, devido à sua flexibilidade e potencial.
Chaves para usar derivados eficazmente:
Com conhecimento e gestão adequados, investidores podem usar derivados para aumentar retornos e proteger suas carteiras de riscos de forma eficiente.
Perguntas frequentes
( Onde são vendidos os instrumentos derivados?
Depende do tipo. Alguns, como )futuros###, são negociados em mercados regulamentados. Outros, podem ser vendidos em mercados não regulados ou OTC.
( Os opções de ações )Equity Option### são considerados derivados?
Sim, opções de ações são contratos que referenciam o valor de ações, cujo valor depende do preço do ativo subjacente, enquadrando-se na definição de derivados.