Metais preciosos sobem à medida que as tensões geopolíticas impulsionam uma onda de compra de refúgio seguro

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As negociações na terça-feira de manhã nos mercados asiáticos testemunharam um rally convincente nos metais preciosos, com o ouro a liderar a subida devido ao aumento das preocupações geopolíticas. O catalisador: o aumento das fricções entre os Estados Unidos e a Venezuela, juntamente com tensões latentes no Médio Oriente, levaram os investidores a fugir para ativos tradicionais de refúgio seguro.

Ouro Alcança Recorde Histórico

O ouro à vista conquistou destaque ao atingir um pico inédito de $4.466,02 por onça, representando um aumento de 0,5% nas sessões matinais asiáticas. O entusiasmo estendeu-se ao mercado de futuros, onde os contratos de fevereiro atingiram $4.498,60 por onça—um novo recorde para o contrato. O rally reflete o ambiente de liquidez reduzida típico do comércio de final de ano, onde a oferta limitada encontra uma procura agressiva por ativos de proteção.

Prata e Platina Juntam-se à Ascensão

Para além do ouro, o complexo mais amplo de metais preciosos participou do movimento ascendente. O preço à vista da prata avançou para $69,165 por onça, perto do pico recente de segunda-feira, enquanto a platina subiu quase 1%, chegando a $2.150,78—o seu nível mais forte em mais de 17 anos. O paládio também contribuiu para o rally, ganhando 0,5% para fechar a $1.781,57 por onça. Esta força sincronizada entre vários metais reforça um apetite generalizado por reservas físicas de valor, em vez de uma força isolada de setor.

Pontos de Conflito Geopolítico Alimentam a Procura

O principal motor por trás deste rally decorre do deteriorar das relações entre os EUA e a Venezuela. Surgiram relatos de operações navais americanas direcionadas a um terceiro petroleiro ligado a Caracas, com o ex-presidente Donald Trump a manter uma postura assertiva relativamente ao potencial militar e à apreensão de embarcações chinesas em águas territoriais dos EUA. A retórica combativa de Trump indica a disposição de Washington de escalar além dos canais diplomáticos.

A dimensão do Médio Oriente acrescenta uma camada adicional de incerteza. Os exercícios militares do Irã, combinados com os esforços de coordenação de Israel com Washington sobre possíveis ataques a Teerão, elevaram a perceção de risco nos mercados globais. Quando a incerteza geopolítica se multiplica, os investidores rotacionam previsivelmente para ativos livres de risco cambial e de contraparte—o clássico movimento de fuga para a qualidade que beneficia os metais preciosos.

A convergência destes fatores—comércio de feriado reduzido, posturas militares explícitas e instabilidade regional—criou a tempestade perfeita para a procura de refúgio seguro, empurrando os metais preciosos para territórios inexplorados à medida que as carteiras se reposicionam de forma defensiva.

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