No mercado de investimento há um velho ditado: 「做多穩健,做空刺激」. Muitas pessoas têm imaginação sobre fazer short, mas muitas vezes ignoram o risco mortal escondido — o short squeeze. Então, o que significa short squeeze? Simplificando, é o pesadelo do short seller e a celebração do long.
Entender o que é short squeeze: do conceito ao fenômeno
Short squeeze (ou “嘎空”), na essência, refere-se a um fenômeno em que o preço de ações ou ativos que foram vendidos a descoberto sobe rapidamente, forçando os investidores a cobrir posições a preços elevados, o que por sua vez impulsiona ainda mais o preço do ativo. Este é um processo auto-reforçado — quanto mais o short perde, mais agressivamente os compradores cobrem, e mais o preço sobe.
Para entender o que é short squeeze, primeiro é preciso compreender as três formas comuns de fazer short:
Vender ações emprestadas: pegar emprestado ações de acionistas de longo prazo, pagar juros, e recomprar quando o preço cair para devolver ao acionista original.
Contratos de futuros ou CFD: fazer short através de negociações com margem, enfrentando risco de liquidação forçada na data de vencimento ou por perdas excessivas.
O risco: independentemente do método, se o preço subir além do esperado, a margem será insuficiente e o corretor forçará a cobertura, o que é um prenúncio de um short squeeze.
A chave do que é short squeeze está no desequilíbrio de forças do mercado. Quando as posições vendidas estão excessivamente concentradas, e o controle de ações é desigual, qualquer compra agressiva pode desencadear uma cadeia de liquidações, formando uma situação de “pisoteamento dos vendidos”.
Lições históricas: dois eventos clássicos de short squeeze
Evento GME — investidores de varejo contra Wall Street
Em 2020, a cadeia de lojas de jogos GME enfrentava dificuldades devido à queda nos negócios. Ryan Cohen, empresário canadense, assumiu a presidência do conselho, e o preço das ações subiu de valores de um dígito até perto de 20 dólares. Instituições de Wall Street emitiram relatórios de baixa, alegando que o preço estava superavaliado, e começaram a fazer short em grande escala.
O que Wall Street não esperava era que, devido ao baixo capital social e à limitada liquidez, a quantidade de ações emprestadas para short atingiu 140% do float. Este número inflamou os investidores do fórum WS B (Wall Street Bets). Eles convocaram os investidores de varejo a comprarem em conjunto, decididos a “forçar Wall Street a admitir derrota”.
O resultado foi incontrolável: em 13 de janeiro de 2021, o preço subiu 50% para 30 dólares, e em apenas duas semanas, em 28 de janeiro, atingiu um pico de 483 dólares. Os short sellers, com margens insuficientes, foram forçados a cobrir suas posições, e relatos indicam que perderam mais de 5 bilhões de dólares nesta operação.
Uma semana depois, o preço caiu rapidamente mais de 80%. Depois, os usuários do WS B criaram roteiros semelhantes com AMC, Blackberry, entre outros — empresas com altas posições vendidas que tiveram movimentos de alta e baixa extremamente voláteis.
Tesla — reversão fundamental que provoca short squeeze
Outro exemplo de o que é short squeeze vem de uma mudança fundamental. A Tesla é um exemplo clássico.
Durante anos, a Tesla foi vista como líder em veículos elétricos, mas acumulava prejuízos anuais e vendas limitadas, atraindo muitos investidores que fizeram short. Tornou-se uma das ações com maior valor de short no mercado.
O ponto de virada ocorreu em 2020: a empresa virou lucro, a fábrica de Xangai teve receita explosiva, e o preço das ações começou a disparar. Em apenas seis meses, o preço subiu de 350 para 2318 dólares, quase 6 vezes mais. Depois, realizou um desdobramento de ações 1-por-5, e em um ano, o preço passou de pouco mais de 400 para mais de 1000 dólares (máximo de 1243 dólares).
Em apenas dois anos, o preço da Tesla quase 20 vezes. As perdas dos short sellers foram tão grandes quanto as de GME.
Por trás do short squeeze: por que esse tipo de movimento acontece?
O short squeeze não surge do nada; geralmente, requer algumas condições-chave:
Alta concentração de posições vendidas: quando uma ação tem mais de 50% do float vendido a descoberto, o mercado vira um campo de caça. Shorters menores podem passar despercebidos, mas posições excessivamente concentradas são como depósitos de pólvora — qualquer faísca pode explodir tudo.
Alta atenção do mercado: o evento GME se tornou clássico por causa da força coletiva dos investidores de varejo e o efeito das redes sociais. Quando muitos investidores apostam na baixa de uma ação, operadores contrários podem criar oportunidades de short squeeze.
Mudanças na fundamentação ou notícias: casos como Tesla, onde mudanças na indústria ou na performance da empresa podem gerar entrada de compra, evoluindo para um short squeeze.
O que fazer ao enfrentar um cenário de short squeeze?
Para os investidores que fazem short, o short squeeze é o maior medo. Como se proteger em movimentos extremos assim?
Primeiro, monitorar as posições vendidas: se a proporção de short passar de 50% do float, mesmo que o preço pareça fraco no curto prazo, é prudente cobrir a posição para evitar perdas catastróficas. Lucros pequenos e perdas pequenas são o objetivo; estar vivo é o que importa.
Segundo, observar sinais técnicos: o RSI é uma ferramenta importante. Quando o RSI cai abaixo de 20, entrando na zona de sobrevenda, indica que o preço saiu do racional, e a reversão é mais provável. Nesse momento, quem está short deve sair imediatamente, pois o short squeeze pode fazer as perdas se multiplicarem rapidamente.
Terceiro, se optar por participar na alta durante o short squeeze: é fundamental acompanhar se os shorts estão sendo cobertos. Se a posição vendida não diminuir ou até aumentar, o short squeeze ainda está em andamento. Mas, assim que os shorts começarem a se cobrir, é hora de realizar lucros, pois o movimento de alta é muitas vezes especulativo, sem fundamentos reais, e o preço tende a retornar ao valor justo.
Como evitar riscos de short squeeze e lucrar com short de forma segura?
Dado que o risco de short squeeze é tão alto, como os investidores podem se proteger?
Escolher índices de mercado ou ações de grande capitalização: esses ativos têm alta liquidez e dificilmente acumulam posições vendidas concentradas, reduzindo o risco de short squeeze.
Esperar por uma recuperação técnica antes de fazer short: em mercados em baixa, evitar fazer short imediatamente; aguardar uma reversão técnica para entrar com maior chance de sucesso.
Priorizar CFDs de spread: ao contrário de emprestar ações para short, que pode ser forçado a cobrir, os CFDs usam margem, permitindo maior controle do risco e do leverage.
Estratégias de hedge: manter posições longas em ações de alta convicção enquanto faz short no índice do mercado, por exemplo, pode garantir lucros estáveis e equilibrar riscos.
A resposta definitiva sobre o que é short squeeze é que ele é a armadilha mortal do short seller — uma aparente lógica racional que, diante do sentimento de mercado, se mostra impotente. Para o investidor, mais importante do que acertar a direção do mercado é saber sair na hora certa, antes que o movimento se torne insustentável.
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Ficar rico de um dia para o outro ou perder tudo? Saiba mais sobre o que significa short squeeze
No mercado de investimento há um velho ditado: 「做多穩健,做空刺激」. Muitas pessoas têm imaginação sobre fazer short, mas muitas vezes ignoram o risco mortal escondido — o short squeeze. Então, o que significa short squeeze? Simplificando, é o pesadelo do short seller e a celebração do long.
Entender o que é short squeeze: do conceito ao fenômeno
Short squeeze (ou “嘎空”), na essência, refere-se a um fenômeno em que o preço de ações ou ativos que foram vendidos a descoberto sobe rapidamente, forçando os investidores a cobrir posições a preços elevados, o que por sua vez impulsiona ainda mais o preço do ativo. Este é um processo auto-reforçado — quanto mais o short perde, mais agressivamente os compradores cobrem, e mais o preço sobe.
Para entender o que é short squeeze, primeiro é preciso compreender as três formas comuns de fazer short:
Vender ações emprestadas: pegar emprestado ações de acionistas de longo prazo, pagar juros, e recomprar quando o preço cair para devolver ao acionista original.
Contratos de futuros ou CFD: fazer short através de negociações com margem, enfrentando risco de liquidação forçada na data de vencimento ou por perdas excessivas.
O risco: independentemente do método, se o preço subir além do esperado, a margem será insuficiente e o corretor forçará a cobertura, o que é um prenúncio de um short squeeze.
A chave do que é short squeeze está no desequilíbrio de forças do mercado. Quando as posições vendidas estão excessivamente concentradas, e o controle de ações é desigual, qualquer compra agressiva pode desencadear uma cadeia de liquidações, formando uma situação de “pisoteamento dos vendidos”.
Lições históricas: dois eventos clássicos de short squeeze
Evento GME — investidores de varejo contra Wall Street
Em 2020, a cadeia de lojas de jogos GME enfrentava dificuldades devido à queda nos negócios. Ryan Cohen, empresário canadense, assumiu a presidência do conselho, e o preço das ações subiu de valores de um dígito até perto de 20 dólares. Instituições de Wall Street emitiram relatórios de baixa, alegando que o preço estava superavaliado, e começaram a fazer short em grande escala.
O que Wall Street não esperava era que, devido ao baixo capital social e à limitada liquidez, a quantidade de ações emprestadas para short atingiu 140% do float. Este número inflamou os investidores do fórum WS B (Wall Street Bets). Eles convocaram os investidores de varejo a comprarem em conjunto, decididos a “forçar Wall Street a admitir derrota”.
O resultado foi incontrolável: em 13 de janeiro de 2021, o preço subiu 50% para 30 dólares, e em apenas duas semanas, em 28 de janeiro, atingiu um pico de 483 dólares. Os short sellers, com margens insuficientes, foram forçados a cobrir suas posições, e relatos indicam que perderam mais de 5 bilhões de dólares nesta operação.
Uma semana depois, o preço caiu rapidamente mais de 80%. Depois, os usuários do WS B criaram roteiros semelhantes com AMC, Blackberry, entre outros — empresas com altas posições vendidas que tiveram movimentos de alta e baixa extremamente voláteis.
Tesla — reversão fundamental que provoca short squeeze
Outro exemplo de o que é short squeeze vem de uma mudança fundamental. A Tesla é um exemplo clássico.
Durante anos, a Tesla foi vista como líder em veículos elétricos, mas acumulava prejuízos anuais e vendas limitadas, atraindo muitos investidores que fizeram short. Tornou-se uma das ações com maior valor de short no mercado.
O ponto de virada ocorreu em 2020: a empresa virou lucro, a fábrica de Xangai teve receita explosiva, e o preço das ações começou a disparar. Em apenas seis meses, o preço subiu de 350 para 2318 dólares, quase 6 vezes mais. Depois, realizou um desdobramento de ações 1-por-5, e em um ano, o preço passou de pouco mais de 400 para mais de 1000 dólares (máximo de 1243 dólares).
Em apenas dois anos, o preço da Tesla quase 20 vezes. As perdas dos short sellers foram tão grandes quanto as de GME.
Por trás do short squeeze: por que esse tipo de movimento acontece?
O short squeeze não surge do nada; geralmente, requer algumas condições-chave:
Alta concentração de posições vendidas: quando uma ação tem mais de 50% do float vendido a descoberto, o mercado vira um campo de caça. Shorters menores podem passar despercebidos, mas posições excessivamente concentradas são como depósitos de pólvora — qualquer faísca pode explodir tudo.
Alta atenção do mercado: o evento GME se tornou clássico por causa da força coletiva dos investidores de varejo e o efeito das redes sociais. Quando muitos investidores apostam na baixa de uma ação, operadores contrários podem criar oportunidades de short squeeze.
Mudanças na fundamentação ou notícias: casos como Tesla, onde mudanças na indústria ou na performance da empresa podem gerar entrada de compra, evoluindo para um short squeeze.
O que fazer ao enfrentar um cenário de short squeeze?
Para os investidores que fazem short, o short squeeze é o maior medo. Como se proteger em movimentos extremos assim?
Primeiro, monitorar as posições vendidas: se a proporção de short passar de 50% do float, mesmo que o preço pareça fraco no curto prazo, é prudente cobrir a posição para evitar perdas catastróficas. Lucros pequenos e perdas pequenas são o objetivo; estar vivo é o que importa.
Segundo, observar sinais técnicos: o RSI é uma ferramenta importante. Quando o RSI cai abaixo de 20, entrando na zona de sobrevenda, indica que o preço saiu do racional, e a reversão é mais provável. Nesse momento, quem está short deve sair imediatamente, pois o short squeeze pode fazer as perdas se multiplicarem rapidamente.
Terceiro, se optar por participar na alta durante o short squeeze: é fundamental acompanhar se os shorts estão sendo cobertos. Se a posição vendida não diminuir ou até aumentar, o short squeeze ainda está em andamento. Mas, assim que os shorts começarem a se cobrir, é hora de realizar lucros, pois o movimento de alta é muitas vezes especulativo, sem fundamentos reais, e o preço tende a retornar ao valor justo.
Como evitar riscos de short squeeze e lucrar com short de forma segura?
Dado que o risco de short squeeze é tão alto, como os investidores podem se proteger?
Escolher índices de mercado ou ações de grande capitalização: esses ativos têm alta liquidez e dificilmente acumulam posições vendidas concentradas, reduzindo o risco de short squeeze.
Esperar por uma recuperação técnica antes de fazer short: em mercados em baixa, evitar fazer short imediatamente; aguardar uma reversão técnica para entrar com maior chance de sucesso.
Priorizar CFDs de spread: ao contrário de emprestar ações para short, que pode ser forçado a cobrir, os CFDs usam margem, permitindo maior controle do risco e do leverage.
Estratégias de hedge: manter posições longas em ações de alta convicção enquanto faz short no índice do mercado, por exemplo, pode garantir lucros estáveis e equilibrar riscos.
A resposta definitiva sobre o que é short squeeze é que ele é a armadilha mortal do short seller — uma aparente lógica racional que, diante do sentimento de mercado, se mostra impotente. Para o investidor, mais importante do que acertar a direção do mercado é saber sair na hora certa, antes que o movimento se torne insustentável.