Portugal Junta-se à onda global de restrições contra Polymarket

À medida que aumentam as preocupações regulatórias relacionadas com práticas de apostas sem licença, Portugal tornou-se o mais recente país a tomar medidas decisivas contra a Polymarket, plataforma de mercado de previsões baseada em blockchain. A decisão do regulador neste país reflete uma tendência cada vez mais ampla entre as autoridades reguladoras globais de limitar operações de plataformas de previsão que não cumprem a legislação local de jogos de azar.

Proibição de Operações em Portugal devido a Apostas Políticas de 103 Milhões de Euros

Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), órgão regulador de jogos de azar em Portugal, ordenou à Polymarket que interrompa todas as atividades na sua jurisdição dentro de 48 horas. Esta decisão veio após a plataforma registrar um volume de apostas extraordinariamente alto relacionado com as eleições presidenciais de Portugal em 18 de janeiro de 2026, com apostas totais superiores a 103 milhões de euros ou aproximadamente 120 milhões de dólares americanos.

De acordo com relatos da mídia local Rádio Renascença, o aumento de atividade demonstra como plataformas de previsão podem rapidamente atrair capital significativo durante eventos políticos de grande escala. No entanto, no contexto legal de Portugal, tais atividades violam claramente as regulamentos em vigor.

Regulador SRIJ toma medidas firmes contra plataformas de previsão

A autoridade reguladora portuguesa afirma que a Polymarket não possui licença para oferecer serviços de apostas no país e, portanto, opera ilegalmente. A regulamentação de jogos de azar online de Portugal de 2015 restringe estritamente os tipos de apostas permitidas, incluindo apenas esportes, jogos de casino e corridas de cavalos. Todas as formas de apostas relacionadas com eventos políticos, sejam eles domésticos ou internacionais, são explicitamente proibidas.

A declaração do SRIJ enfatiza que “este site não está autorizado a oferecer serviços de jogo em Portugal, uma vez que a legislação nacional proíbe claramente operações relacionadas com eventos políticos, tanto locais quanto globais.” Embora a decisão de bloqueio ainda não tenha sido totalmente implementada, espera-se que o regulador ordene em breve aos provedores de internet que a bloqueiem.

Plataformas alternativas de previsão, como Kalshi, Myriad e Limitless, ainda podem ser acessadas em Portugal, embora o seu status também possa ser avaliado pelas autoridades. No entanto, a Polymarket continua a ser um foco de atenção devido à sua escala e visibilidade global.

Expansão das restrições à Polymarket em mais de 30 países continua a crescer

A ação de Portugal acrescenta-se à longa lista de países que já limitaram ou proibiram a Polymarket. Desde a sua fundação em 2020, a plataforma enfrentou obstáculos regulatórios em mais de 30 jurisdições, incluindo Singapura, Rússia, Bélgica, Itália e Ucrânia. Cada país adotou abordagens diferentes em relação à gestão desta plataforma.

Alguns países, como a Bélgica, colocaram a Polymarket na lista negra oficial e proibiram totalmente o acesso. Outros, como a França, adotaram uma estratégia híbrida, permitindo o acesso em modo “apenas visualização”, que permite aos utilizadores observar o mercado sem realizar transações ativas. Essas diferenças de abordagem demonstram que a regulamentação do mercado de previsão ainda está em evolução em várias jurisdições.

Evolução regulatória: de mercados de previsão à tokenização de ações

A atenção regulatória às plataformas como a Polymarket faz parte de um movimento mais amplo para regular instrumentos financeiros digitais. A Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio (SEC) recentemente publicou orientações abrangentes que estabelecem que ações tokenizadas devem cumprir as regras de valores mobiliários e derivados aplicáveis, independentemente de o ativo estar registrado na blockchain ou em outras infraestruturas.

As diretrizes da SEC fazem uma distinção importante entre valores mobiliários tokenizados e patrocinados pelo emissor, que podem representar propriedade acionária real, e produtos de terceiros que geralmente oferecem apenas exposição sintética ou direitos de custódia. Essa política demonstra a intenção regulatória de limitar a distribuição de produtos de ações sintéticas a investidores de varejo, ao mesmo tempo em que promove estruturas de tokenização aprovadas pelos emissores e totalmente reguladas.

Tendências globais indicam que governos e reguladores estão cada vez mais sérios na implementação de quadros regulatórios abrangentes para gerenciar os riscos associados a plataformas de negociação digital não licenciadas e produtos financeiros descentralizados.

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