O mercado de café está a experimentar uma pressão descendente significativa hoje, com os movimentos de preços do café arábica refletindo preocupações crescentes sobre os níveis de oferta adequados à frente. Os contratos futuros de arábica de março recuaram para uma baixa de 5,5 meses, com uma queda de 3,65% no dia, enquanto os contratos de robusta caíram 1,77% para um piso de 3,5 semanas. Este recuo acentuado na ação dos preços do café arábica ocorre enquanto meteorologistas preveem chuvas constantes durante a próxima semana em Minas Gerais, o coração da produção de café do Brasil.
Previsões do tempo impulsionam pressão imediata sobre o preço do arábica
Previsões de chuva constante em Minas Gerais estão a pesar fortemente no sentimento dos traders em relação às tendências de preços do café arábica. Quando a humidade suficiente chega à principal região de cultivo do Brasil, ela alivia quaisquer preocupações de seca que possam ter sustentado os preços. A Somar Meteorologia informou que, durante a semana que terminou em meados de janeiro, Minas Gerais recebeu 33,9 mm de chuva, representando 53% das médias históricas—abaixo do normal, mas com tendência para a normalização com as previsões contínuas.
Esta trajetória meteorológica contrasta fortemente com as condições de oferta mais restritas que anteriormente sustentaram os preços do café, sinalizando uma mudança fundamental na dinâmica do mercado à medida que as condições da época de crescimento melhoram.
Surto de produção global enfraquece o mercado de café arábica
Uma expansão dramática na produção mundial de café está a remodelar as perspetivas de preço do café arábica até 2025-26. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projeta que a produção global de café aumentará 2,0% ano a ano, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos na temporada de 2025-26. Embora se espere que a produção de arábica diminua 4,7% para 95,515 milhões de sacos, essa diminuição é mais do que compensada por um aumento de 10,9% na oferta de robusta, atingindo 83,333 milhões de sacos.
A previsão de produção do Brasil conta uma história particularmente pessimista para os preços do café arábica. A previsão de produção do país para 2025-26 é de 63 milhões de sacos, uma diminuição de 3,1% em relação às estimativas anteriores. No entanto, esta contração é insignificante comparada ao crescimento explosivo previsto para o Vietname, o principal produtor mundial de robusta. As exportações de café do Vietname aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior no início de 2025, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas, com as projeções de produção a subir 6,0% para alcançar 1,76 milhões de toneladas métricas ou 29,4 milhões de sacos em 2025-26—um máximo de quatro anos.
Inventários crescentes prolongam obstáculos à recuperação do preço do café
A dinâmica dos inventários complica ainda mais o quadro dos preços do café arábica. Os stocks de arábica monitorizados pela ICE caíram para um piso de 1,75 anos, de 398.645 sacos em novembro, mas recuperaram substancialmente para 461.829 sacos em meados de janeiro, atingindo um pico de 2,5 meses. Os inventários de robusta seguiram um padrão semelhante, caindo para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes em dezembro, antes de subir para 4.609 lotes mais recentemente.
Esta recuperação dos inventários indica uma expansão na disponibilidade de oferta no mercado, reforçando a pressão descendente sobre os preços do arábica à medida que os traders antecipam maior liquidez e um comportamento de compra menos urgente.
Fluxos de exportação refletem dinâmicas complexas de oferta global
O desempenho das exportações do Brasil oferece um sinal misto, mas reforça, em última análise, a narrativa de abundância de oferta. Em dezembro, as exportações de café verde do Brasil diminuíram 18,4%, para 2,86 milhões de sacos, com os embarques de arábica a cair 10% em relação ao ano anterior, para 2,6 milhões de sacos, e as exportações de robusta a despencarem 61% em relação ao ano anterior, para apenas 222.147 sacos. Esta desaceleração provavelmente reflete fatores logísticos e sazonais, em vez de uma oferta limitada.
Por outro lado, a Organização Internacional do Café informou que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (outubro a setembro) caíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, indicando uma estabilidade geral do mercado apesar das variações regionais.
Perspetivas de produção a longo prazo pressionam as perspetivas de preço do arábica
Olhando para o futuro, as stocks finais globais para 2025-26 estão projetadas a diminuir 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024-25, mas esta redução ocorre num contexto de produção total recorde. A Conab, agência oficial de previsão de colheitas do Brasil, aumentou a sua estimativa de produção total de café brasileiro para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos em dezembro, sinalizando uma continuação da abundância.
O pano de fundo estrutural para os preços do café arábica permanece desafiante. Com recordes de produção a serem atingidos, níveis de inventário a recuperar de mínimos e atividade de exportação a normalizar, a confluência destes fatores sugere uma pressão sustentada na dinâmica de preços do arábica durante o primeiro semestre de 2026, salvo quaisquer perturbações meteorológicas significativas ou constrangimentos de oferta inesperados.
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O preço do café Arábica cai enquanto o Brasil prevê chuvas constantes
O mercado de café está a experimentar uma pressão descendente significativa hoje, com os movimentos de preços do café arábica refletindo preocupações crescentes sobre os níveis de oferta adequados à frente. Os contratos futuros de arábica de março recuaram para uma baixa de 5,5 meses, com uma queda de 3,65% no dia, enquanto os contratos de robusta caíram 1,77% para um piso de 3,5 semanas. Este recuo acentuado na ação dos preços do café arábica ocorre enquanto meteorologistas preveem chuvas constantes durante a próxima semana em Minas Gerais, o coração da produção de café do Brasil.
Previsões do tempo impulsionam pressão imediata sobre o preço do arábica
Previsões de chuva constante em Minas Gerais estão a pesar fortemente no sentimento dos traders em relação às tendências de preços do café arábica. Quando a humidade suficiente chega à principal região de cultivo do Brasil, ela alivia quaisquer preocupações de seca que possam ter sustentado os preços. A Somar Meteorologia informou que, durante a semana que terminou em meados de janeiro, Minas Gerais recebeu 33,9 mm de chuva, representando 53% das médias históricas—abaixo do normal, mas com tendência para a normalização com as previsões contínuas.
Esta trajetória meteorológica contrasta fortemente com as condições de oferta mais restritas que anteriormente sustentaram os preços do café, sinalizando uma mudança fundamental na dinâmica do mercado à medida que as condições da época de crescimento melhoram.
Surto de produção global enfraquece o mercado de café arábica
Uma expansão dramática na produção mundial de café está a remodelar as perspetivas de preço do café arábica até 2025-26. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projeta que a produção global de café aumentará 2,0% ano a ano, atingindo um recorde de 178,848 milhões de sacos na temporada de 2025-26. Embora se espere que a produção de arábica diminua 4,7% para 95,515 milhões de sacos, essa diminuição é mais do que compensada por um aumento de 10,9% na oferta de robusta, atingindo 83,333 milhões de sacos.
A previsão de produção do Brasil conta uma história particularmente pessimista para os preços do café arábica. A previsão de produção do país para 2025-26 é de 63 milhões de sacos, uma diminuição de 3,1% em relação às estimativas anteriores. No entanto, esta contração é insignificante comparada ao crescimento explosivo previsto para o Vietname, o principal produtor mundial de robusta. As exportações de café do Vietname aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior no início de 2025, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas, com as projeções de produção a subir 6,0% para alcançar 1,76 milhões de toneladas métricas ou 29,4 milhões de sacos em 2025-26—um máximo de quatro anos.
Inventários crescentes prolongam obstáculos à recuperação do preço do café
A dinâmica dos inventários complica ainda mais o quadro dos preços do café arábica. Os stocks de arábica monitorizados pela ICE caíram para um piso de 1,75 anos, de 398.645 sacos em novembro, mas recuperaram substancialmente para 461.829 sacos em meados de janeiro, atingindo um pico de 2,5 meses. Os inventários de robusta seguiram um padrão semelhante, caindo para um mínimo de um ano, de 4.012 lotes em dezembro, antes de subir para 4.609 lotes mais recentemente.
Esta recuperação dos inventários indica uma expansão na disponibilidade de oferta no mercado, reforçando a pressão descendente sobre os preços do arábica à medida que os traders antecipam maior liquidez e um comportamento de compra menos urgente.
Fluxos de exportação refletem dinâmicas complexas de oferta global
O desempenho das exportações do Brasil oferece um sinal misto, mas reforça, em última análise, a narrativa de abundância de oferta. Em dezembro, as exportações de café verde do Brasil diminuíram 18,4%, para 2,86 milhões de sacos, com os embarques de arábica a cair 10% em relação ao ano anterior, para 2,6 milhões de sacos, e as exportações de robusta a despencarem 61% em relação ao ano anterior, para apenas 222.147 sacos. Esta desaceleração provavelmente reflete fatores logísticos e sazonais, em vez de uma oferta limitada.
Por outro lado, a Organização Internacional do Café informou que as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (outubro a setembro) caíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, indicando uma estabilidade geral do mercado apesar das variações regionais.
Perspetivas de produção a longo prazo pressionam as perspetivas de preço do arábica
Olhando para o futuro, as stocks finais globais para 2025-26 estão projetadas a diminuir 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024-25, mas esta redução ocorre num contexto de produção total recorde. A Conab, agência oficial de previsão de colheitas do Brasil, aumentou a sua estimativa de produção total de café brasileiro para 2025 em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos em dezembro, sinalizando uma continuação da abundância.
O pano de fundo estrutural para os preços do café arábica permanece desafiante. Com recordes de produção a serem atingidos, níveis de inventário a recuperar de mínimos e atividade de exportação a normalizar, a confluência destes fatores sugere uma pressão sustentada na dinâmica de preços do arábica durante o primeiro semestre de 2026, salvo quaisquer perturbações meteorológicas significativas ou constrangimentos de oferta inesperados.