Famoso economista Steve Hanke chama o Bitcoin de «ouro dos tolos» e aponta a falta de uma função de preservação de valor. A sua perspetiva torna-se mais clara ao comparar os movimentos do mercado de criptoativos com os ativos tradicionais. Segundo Hanke, quando os investidores procuram um meio de preservação de valor verdadeiro, tendem a optar pelo ouro em vez do Bitcoin.
Ouro e Bitcoin: divergência extrema de valor de ativos em tempos de crise
De acordo com os dados apresentados por Hanke, no pico de outubro, o Bitcoin atingiu cerca de 126.000@E5@ dólares, tendo posteriormente sofrido uma queda significativa. O preço atual mantém-se em torno de 69.040@E5@ dólares (a 9 de fevereiro), representando uma queda acentuada desde o pico. Por outro lado, durante o mesmo período, o preço do ouro subiu cerca de 48%, ultrapassando os 5.000@E5@ dólares.
Esta divergência dramática evidencia como os ativos funcionam durante períodos de crise ou instabilidade económica. O ouro consolidou-se como ativo de refúgio, mantendo a confiança dos investidores enquanto aumenta de valor. Em contrapartida, o Bitcoin apresenta uma volatilidade elevada e uma tendência de queda a longo prazo. A diferença na escolha dos investidores por preservar capital reflete-se nesta variação de preços.
Problemas estruturais fundamentais do criptoativo, segundo Hanke
Steve Hanke tem criticado o Bitcoin há anos, fundamentando as suas críticas em várias camadas de raciocínio económico. Para ele, o Bitcoin não possui valor económico interno e, por isso, não gera rendimentos. Além disso, apresenta uma falha estrutural importante: não confere direitos sobre recursos produtivos aos seus detentores e não é amplamente utilizado como moeda quotidiana.
Com base nesta perceção de problemas fundamentais, Hanke apela fortemente aos governos para que não incluam o Bitcoin nas reservas estratégicas nacionais e incentiva as grandes empresas a não o registarem nos seus balanços. Além disso, discorda da ideia de que a oferta limitada de 21 milhões de unidades garante valor ao Bitcoin, considerando que uma oferta restrita não garante necessariamente valor e pode até limitar a funcionalidade do mercado.
Dependência da especulação: a estrutura de mercado do Bitcoin sem fundamentos
Um ponto especialmente destacado na análise de Hanke é que a formação do preço do Bitcoin depende mais da psicologia especulativa do que de fatores económicos fundamentais. Isto contrasta com outros ativos, cujo valor é baseado em lucros empresariais, rendimentos de aluguer de imóveis ou na procura industrial de ouro. No caso do Bitcoin, a ausência de fundamentos económicos sólidos faz com que o seu valor dependa das expectativas e emoções dos participantes do mercado.
Hanke já afirmou que o Bitcoin é completamente diferente das principais moedas fiduciárias, como o iene, o dólar ou o euro. Estas moedas são sustentadas pela confiança do governo e pela economia global, funcionando como meios de troca e de preservação de valor no dia a dia. Em contrapartida, o Bitcoin é apenas um ativo especulativo sem funções económicas reais, uma visão que se baseia numa lógica económica coerente.
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Steve Hanke alerta para o problema fundamental do Bitcoin
Famoso economista Steve Hanke chama o Bitcoin de «ouro dos tolos» e aponta a falta de uma função de preservação de valor. A sua perspetiva torna-se mais clara ao comparar os movimentos do mercado de criptoativos com os ativos tradicionais. Segundo Hanke, quando os investidores procuram um meio de preservação de valor verdadeiro, tendem a optar pelo ouro em vez do Bitcoin.
Ouro e Bitcoin: divergência extrema de valor de ativos em tempos de crise
De acordo com os dados apresentados por Hanke, no pico de outubro, o Bitcoin atingiu cerca de 126.000@E5@ dólares, tendo posteriormente sofrido uma queda significativa. O preço atual mantém-se em torno de 69.040@E5@ dólares (a 9 de fevereiro), representando uma queda acentuada desde o pico. Por outro lado, durante o mesmo período, o preço do ouro subiu cerca de 48%, ultrapassando os 5.000@E5@ dólares.
Esta divergência dramática evidencia como os ativos funcionam durante períodos de crise ou instabilidade económica. O ouro consolidou-se como ativo de refúgio, mantendo a confiança dos investidores enquanto aumenta de valor. Em contrapartida, o Bitcoin apresenta uma volatilidade elevada e uma tendência de queda a longo prazo. A diferença na escolha dos investidores por preservar capital reflete-se nesta variação de preços.
Problemas estruturais fundamentais do criptoativo, segundo Hanke
Steve Hanke tem criticado o Bitcoin há anos, fundamentando as suas críticas em várias camadas de raciocínio económico. Para ele, o Bitcoin não possui valor económico interno e, por isso, não gera rendimentos. Além disso, apresenta uma falha estrutural importante: não confere direitos sobre recursos produtivos aos seus detentores e não é amplamente utilizado como moeda quotidiana.
Com base nesta perceção de problemas fundamentais, Hanke apela fortemente aos governos para que não incluam o Bitcoin nas reservas estratégicas nacionais e incentiva as grandes empresas a não o registarem nos seus balanços. Além disso, discorda da ideia de que a oferta limitada de 21 milhões de unidades garante valor ao Bitcoin, considerando que uma oferta restrita não garante necessariamente valor e pode até limitar a funcionalidade do mercado.
Dependência da especulação: a estrutura de mercado do Bitcoin sem fundamentos
Um ponto especialmente destacado na análise de Hanke é que a formação do preço do Bitcoin depende mais da psicologia especulativa do que de fatores económicos fundamentais. Isto contrasta com outros ativos, cujo valor é baseado em lucros empresariais, rendimentos de aluguer de imóveis ou na procura industrial de ouro. No caso do Bitcoin, a ausência de fundamentos económicos sólidos faz com que o seu valor dependa das expectativas e emoções dos participantes do mercado.
Hanke já afirmou que o Bitcoin é completamente diferente das principais moedas fiduciárias, como o iene, o dólar ou o euro. Estas moedas são sustentadas pela confiança do governo e pela economia global, funcionando como meios de troca e de preservação de valor no dia a dia. Em contrapartida, o Bitcoin é apenas um ativo especulativo sem funções económicas reais, uma visão que se baseia numa lógica económica coerente.