Quando a Meta Platforms abriu o capital em 2012, poucos poderiam prever que os investidores testemunhariam um aumento de 577% na década seguinte. Ainda assim, apesar deste desempenho extraordinário, a empresa permaneceu um alvo constante de críticas — desde escândalos de privacidade até desafios regulatórios e erros estratégicos. O que é notável não é apenas que a Meta tenha sobrevivido a estas tempestades, mas que continuou a recompensar os acionistas generosamente ao longo de um período de 10 anos que testou a resiliência da empresa de todas as formas possíveis.
O aspeto mais intrigante da trajetória da Meta nos últimos 10 anos não é a criação de riqueza em si, mas sim o ceticismo persistente do mercado que manteve as avaliações modestas. À medida que os investidores reavaliam o verdadeiro poder económico da publicidade digital, a posição da Meta torna-se cada vez mais difícil de ignorar.
Uma jornada turbulenta até aos 577% de retorno
O percurso da Meta para quase 2.000% de retorno desde a sua oferta pública inicial em 2012 parece uma crónica de controvérsias corporativas. A empresa enfrentou reações negativas à privacidade, bilhões em multas regulatórias, escrutínio antitruste e críticas generalizadas às escolhas de design de produto. Os investimentos ambiciosos no metaverso por parte da gestão receberam particular zombaria. Apesar desta maré constante de sentimento negativo, as ações entregaram o tipo de retorno que a maioria dos investidores só sonha — subindo 577% ao longo de uma única década.
Este desempenho torna-se ainda mais impressionante ao analisar os resultados recentes. O último relatório de lucros da Meta demonstrou a força subjacente por trás de todo o ruído. A receita aumentou 24% em relação ao ano anterior, atingindo 59,9 mil milhões de dólares, enquanto o lucro operacional cresceu 6%, chegando a 24,7 mil milhões de dólares. Mais revelador ainda, a gestão orientou uma receita para o Q1 entre 53,5 mil milhões e 56,5 mil milhões de dólares, implicando um crescimento de aproximadamente 30% — a taxa de expansão mais rápida da empresa em cinco anos.
O motor que impulsiona esta aceleração? Inteligência artificial e melhorias na medição na tecnologia de publicidade. A CFO Susan Li destacou como os investimentos em IA melhoraram a precisão de segmentação e as capacidades de medição, enquanto a empresa desenvolveu até ferramentas de IA generativa para ajudar os anunciantes a criar conteúdo de forma mais eficiente.
Por que esta Magnífica Sete é negociada com desconto
Aqui é onde a história da Meta se torna realmente contraintuitiva. Depois de gerar 74,7 mil milhões de dólares em lucro líquido no ano passado, ou 29,04 dólares por ação, a Meta negocia a um rácio preço/lucro de apenas 25,4. Esta avaliação fica abaixo do rácio P/E do S&P 500, que é de 28,1, e representa mais de 20% de desconto em relação a todos os outros pares da Magnífica Sete.
Compare-se isto com o P/E da Nvidia, de 56,9, Tesla, de 47,2, ou até mesmo Alphabet, de 26,8 — cada um com múltiplos substancialmente mais altos, apesar do trajeto de crescimento superior da Meta. A Meta está atualmente a expandir a receita mais rapidamente do que todos os membros da Magnífica Sete, exceto a Nvidia, mas o mercado a avalia como uma pechincha relativa.
Esta desconexão de avaliação espelha o que aconteceu com a Alphabet antes do seu recente rally. Ambas as empresas construíram duas das maiores fortalezas económicas do mundo, demonstradas pelo seu duopólio no controlo da publicidade digital e pelos fluxos de caixa que o comprovam. Ainda assim, têm sido avaliadas como negócios comuns, em vez de reconhecerem o que realmente são: plataformas alimentadas por software, com bilhões de utilizadores ativos diários e sistemas de monetização altamente inteligentes, operando sem uma concorrência direta significativa.
O valor oculto do duopólio da publicidade digital
Meta e Alphabet construíram algo mais duradouro do que negócios típicos de software por subscrição. Enquanto as empresas SaaS negociam com múltiplos de receita, Meta e Alphabet geraram lucros a partir de redes de publicidade onde bilhões de pessoas interagem por horas diárias. As plataformas funcionam como fortalezas económicas, com ameaças competitivas mínimas.
Nos últimos oito anos, a Meta teve uma média de P/E de 26, enquanto entregava um crescimento médio de receita de 23%. Encontrar outra empresa de tamanho semelhante a manter uma expansão tão rápida com múltiplos de avaliação tão conservadores seria difícil. O mercado parece não saber como precificar estas empresas — tratá-las como negócios comuns, em vez de reconhecerem o seu verdadeiro valor estratégico.
Este enigma vai além dos académicos de avaliação. Cria benefícios tangíveis para investidores de longo prazo. As avaliações baixas reduzem o risco de queda caso o mercado mais amplo venha a fraquejar. Também oferecem espaço para uma nova avaliação, se o mercado eventualmente reconhecer a verdadeira posição competitiva da Meta. Como Warren Buffett já observou, preços de ações deprimidos beneficiam os compradores líquidos, permitindo que os investidores acumulem ações a preços atrativos, enquanto as empresas podem recomprar ações em condições favoráveis.
O que os números revelam sobre o potencial futuro
A contradição entre o perfil de crescimento da Meta e a sua avaliação modesta torna-se impossível de ignorar ao analisar os dados de forma sistemática. Uma empresa que expande a receita a uma taxa de 20% ao ano, mantendo margens líquidas de cerca de 40%, não deveria negociar a apenas 25,4 vezes o lucro. A persistência deste desconto — que existe há anos, apesar da execução consistente — sugere ou uma compreensão errada persistente por parte dos investidores ou uma ineficiência de mercado de magnitude incomum.
Considere o precedente histórico através do desempenho da equipa de analistas do Motley Fool. Quando identificaram a Netflix em 17 de dezembro de 2004, um investimento de 1.000 dólares teria crescido até 450.256 dólares em 2026. Da mesma forma, a inclusão da Nvidia em 15 de abril de 2005 teria transformado 1.000 dólares em 1.171.666 dólares. O retorno médio de 942% do serviço Stock Advisor supera o desempenho do S&P 500, de 196%, em parte por reconhecer exatamente este tipo de desajuste de mercado — onde a qualidade encontra uma avaliação desconectada.
A Meta apresenta características semelhantes: domínio competitivo consolidado, rentabilidade em melhoria, avaliação razoável e ceticismo de mercado persistente.
É agora o momento de investir?
A questão não é se a Meta está subavaliada — as evidências financeiras apoiam essa conclusão. Antes, os investidores devem avaliar se este padrão de ceticismo de uma década continuará ou se eventualmente se resolverá. Os mercados não permanecem irracionais para sempre, embora possam permanecer ineficientes por períodos surpreendentemente longos.
O que parece claro é que o histórico da Meta nos últimos 10 anos demonstra uma capacidade de criar riqueza substancial para os acionistas, apesar — ou talvez por causa — dos descontos de avaliação persistentes. Se a próxima década refletirá este padrão, dependerá da execução, dos desenvolvimentos competitivos e de como o mercado eventualmente recalibrar a sua perceção do verdadeiro poder económico da publicidade digital. Para investidores contrários, a posição contínua da Meta como uma pechincha controversa pode revelar-se uma das oportunidades mais importantes da década.
Dados de 31 de janeiro de 2026. O desempenho passado não garante resultados futuros.
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A transformação de uma década da Meta: Como um gigante controverso se tornou uma pechincha no mercado
Quando a Meta Platforms abriu o capital em 2012, poucos poderiam prever que os investidores testemunhariam um aumento de 577% na década seguinte. Ainda assim, apesar deste desempenho extraordinário, a empresa permaneceu um alvo constante de críticas — desde escândalos de privacidade até desafios regulatórios e erros estratégicos. O que é notável não é apenas que a Meta tenha sobrevivido a estas tempestades, mas que continuou a recompensar os acionistas generosamente ao longo de um período de 10 anos que testou a resiliência da empresa de todas as formas possíveis.
O aspeto mais intrigante da trajetória da Meta nos últimos 10 anos não é a criação de riqueza em si, mas sim o ceticismo persistente do mercado que manteve as avaliações modestas. À medida que os investidores reavaliam o verdadeiro poder económico da publicidade digital, a posição da Meta torna-se cada vez mais difícil de ignorar.
Uma jornada turbulenta até aos 577% de retorno
O percurso da Meta para quase 2.000% de retorno desde a sua oferta pública inicial em 2012 parece uma crónica de controvérsias corporativas. A empresa enfrentou reações negativas à privacidade, bilhões em multas regulatórias, escrutínio antitruste e críticas generalizadas às escolhas de design de produto. Os investimentos ambiciosos no metaverso por parte da gestão receberam particular zombaria. Apesar desta maré constante de sentimento negativo, as ações entregaram o tipo de retorno que a maioria dos investidores só sonha — subindo 577% ao longo de uma única década.
Este desempenho torna-se ainda mais impressionante ao analisar os resultados recentes. O último relatório de lucros da Meta demonstrou a força subjacente por trás de todo o ruído. A receita aumentou 24% em relação ao ano anterior, atingindo 59,9 mil milhões de dólares, enquanto o lucro operacional cresceu 6%, chegando a 24,7 mil milhões de dólares. Mais revelador ainda, a gestão orientou uma receita para o Q1 entre 53,5 mil milhões e 56,5 mil milhões de dólares, implicando um crescimento de aproximadamente 30% — a taxa de expansão mais rápida da empresa em cinco anos.
O motor que impulsiona esta aceleração? Inteligência artificial e melhorias na medição na tecnologia de publicidade. A CFO Susan Li destacou como os investimentos em IA melhoraram a precisão de segmentação e as capacidades de medição, enquanto a empresa desenvolveu até ferramentas de IA generativa para ajudar os anunciantes a criar conteúdo de forma mais eficiente.
Por que esta Magnífica Sete é negociada com desconto
Aqui é onde a história da Meta se torna realmente contraintuitiva. Depois de gerar 74,7 mil milhões de dólares em lucro líquido no ano passado, ou 29,04 dólares por ação, a Meta negocia a um rácio preço/lucro de apenas 25,4. Esta avaliação fica abaixo do rácio P/E do S&P 500, que é de 28,1, e representa mais de 20% de desconto em relação a todos os outros pares da Magnífica Sete.
Compare-se isto com o P/E da Nvidia, de 56,9, Tesla, de 47,2, ou até mesmo Alphabet, de 26,8 — cada um com múltiplos substancialmente mais altos, apesar do trajeto de crescimento superior da Meta. A Meta está atualmente a expandir a receita mais rapidamente do que todos os membros da Magnífica Sete, exceto a Nvidia, mas o mercado a avalia como uma pechincha relativa.
Esta desconexão de avaliação espelha o que aconteceu com a Alphabet antes do seu recente rally. Ambas as empresas construíram duas das maiores fortalezas económicas do mundo, demonstradas pelo seu duopólio no controlo da publicidade digital e pelos fluxos de caixa que o comprovam. Ainda assim, têm sido avaliadas como negócios comuns, em vez de reconhecerem o que realmente são: plataformas alimentadas por software, com bilhões de utilizadores ativos diários e sistemas de monetização altamente inteligentes, operando sem uma concorrência direta significativa.
O valor oculto do duopólio da publicidade digital
Meta e Alphabet construíram algo mais duradouro do que negócios típicos de software por subscrição. Enquanto as empresas SaaS negociam com múltiplos de receita, Meta e Alphabet geraram lucros a partir de redes de publicidade onde bilhões de pessoas interagem por horas diárias. As plataformas funcionam como fortalezas económicas, com ameaças competitivas mínimas.
Nos últimos oito anos, a Meta teve uma média de P/E de 26, enquanto entregava um crescimento médio de receita de 23%. Encontrar outra empresa de tamanho semelhante a manter uma expansão tão rápida com múltiplos de avaliação tão conservadores seria difícil. O mercado parece não saber como precificar estas empresas — tratá-las como negócios comuns, em vez de reconhecerem o seu verdadeiro valor estratégico.
Este enigma vai além dos académicos de avaliação. Cria benefícios tangíveis para investidores de longo prazo. As avaliações baixas reduzem o risco de queda caso o mercado mais amplo venha a fraquejar. Também oferecem espaço para uma nova avaliação, se o mercado eventualmente reconhecer a verdadeira posição competitiva da Meta. Como Warren Buffett já observou, preços de ações deprimidos beneficiam os compradores líquidos, permitindo que os investidores acumulem ações a preços atrativos, enquanto as empresas podem recomprar ações em condições favoráveis.
O que os números revelam sobre o potencial futuro
A contradição entre o perfil de crescimento da Meta e a sua avaliação modesta torna-se impossível de ignorar ao analisar os dados de forma sistemática. Uma empresa que expande a receita a uma taxa de 20% ao ano, mantendo margens líquidas de cerca de 40%, não deveria negociar a apenas 25,4 vezes o lucro. A persistência deste desconto — que existe há anos, apesar da execução consistente — sugere ou uma compreensão errada persistente por parte dos investidores ou uma ineficiência de mercado de magnitude incomum.
Considere o precedente histórico através do desempenho da equipa de analistas do Motley Fool. Quando identificaram a Netflix em 17 de dezembro de 2004, um investimento de 1.000 dólares teria crescido até 450.256 dólares em 2026. Da mesma forma, a inclusão da Nvidia em 15 de abril de 2005 teria transformado 1.000 dólares em 1.171.666 dólares. O retorno médio de 942% do serviço Stock Advisor supera o desempenho do S&P 500, de 196%, em parte por reconhecer exatamente este tipo de desajuste de mercado — onde a qualidade encontra uma avaliação desconectada.
A Meta apresenta características semelhantes: domínio competitivo consolidado, rentabilidade em melhoria, avaliação razoável e ceticismo de mercado persistente.
É agora o momento de investir?
A questão não é se a Meta está subavaliada — as evidências financeiras apoiam essa conclusão. Antes, os investidores devem avaliar se este padrão de ceticismo de uma década continuará ou se eventualmente se resolverá. Os mercados não permanecem irracionais para sempre, embora possam permanecer ineficientes por períodos surpreendentemente longos.
O que parece claro é que o histórico da Meta nos últimos 10 anos demonstra uma capacidade de criar riqueza substancial para os acionistas, apesar — ou talvez por causa — dos descontos de avaliação persistentes. Se a próxima década refletirá este padrão, dependerá da execução, dos desenvolvimentos competitivos e de como o mercado eventualmente recalibrar a sua perceção do verdadeiro poder económico da publicidade digital. Para investidores contrários, a posição contínua da Meta como uma pechincha controversa pode revelar-se uma das oportunidades mais importantes da década.
Dados de 31 de janeiro de 2026. O desempenho passado não garante resultados futuros.