O que é short squeeze? Análise do maior pesadelo dos investidores em posições vendidas

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O conceito de short squeeze (軋空) é desconhecido e assustador para muitos investidores. No mundo dos investimentos em busca de lucros, muitas pessoas optam por fazer short para combater quedas de mercado, mas frequentemente se veem despreparadas diante de um short squeeze. Mas afinal, o que é um short squeeze, por que se torna um pesadelo para os vendedores a descoberto e como se proteger? Este artigo irá aprofundar seu entendimento sobre esse fenômeno altamente destrutivo no mercado financeiro.

A essência do short squeeze: por que as posições vendidas se tornam uma bomba-relógio

Short squeeze, também conhecido como “嘎空”, é o fenômeno em que, quando o preço de um ativo vendido a descoberto sobe rapidamente, os investidores que fizeram short são forçados a recomprar a preços elevados, elevando ainda mais o preço do ativo. Simplificando, é uma situação de forçar o fechamento de posições vendidas.

Para entender por que um short squeeze ocorre, é preciso compreender o funcionamento do short selling. Os investidores podem fazer short de três formas principais: primeiro, emprestando ações de acionistas de longo prazo, pagando juros e vendendo, esperando a queda do preço para recomprar; segundo, usando contratos futuros ou CFDs (Contratos por Diferença), colocando margem e vendendo; terceiro, uma modalidade semelhante a futuros, mas com CFDs que não requerem rollover.

Independentemente do método, assim que o preço começa a subir, a margem dos vendedores a descoberto fica ameaçada. Se a alta for forte, e a margem se tornar insuficiente, a corretora pode forçar a recompra e o fechamento da posição. Quando muitas posições vendidas são forçadas a recomprar, essas compras impulsionam ainda mais o preço, criando um ciclo auto reforçado — exatamente o que torna o short squeeze tão perigoso.

Existem dois tipos de short squeeze: um ocorre quando o preço sobe rapidamente, obrigando os vendedores a recomprar a preços elevados; o outro, envolvendo grupos com capacidade de manipulação, que elevam rapidamente o preço para forçar os vendedores a comprar a preços altos, obtendo lucros exorbitantes. Este último apresenta riscos muito maiores.

Short squeeze manipulativo: a batalha clássica entre Wall Street e investidores de varejo

O caso mais famoso de short squeeze foi o evento GME de 2021 — uma batalha clássica entre investidores de varejo e Wall Street que mudou a percepção de muitos sobre o mercado financeiro.

A empresa de jogos GME, que vinha declinando após a transição para o mercado de jogos eletrônicos, teve seu preço caindo durante a pandemia de 2020. Em setembro, o empresário canadense Ryan Cohen comprou massivamente ações da GME e entrou no conselho, buscando reestruturar a empresa. Essa notícia animou o mercado, e o preço subiu de valores de um dígito para quase 20 dólares.

Porém, várias instituições financeiras de Wall Street divulgaram relatórios afirmando que a GME estava supervalorizada e recomendaram fazer short nela. Como a GME tinha um número relativamente pequeno de ações e baixa liquidez, esses investidores começaram a emprestar ações para vender a descoberto. Surpreendentemente, o volume de ações vendidas a descoberto atingiu 140% do total de ações disponíveis, muito acima da circulação real. Cada investidor de short acreditava que a empresa iria cair de preço, esperando lucros com a queda.

Porém, isso desencadeou uma reação no fórum Reddit WallStreetBets (WSB). Os usuários, revoltados, viram a GME como uma lembrança de infância e decidiram se unir para comprar ações e forçar Wall Street a admitir derrota. Em 13 de janeiro de 2021, o preço disparou 50%, chegando a 30 dólares, e em apenas duas semanas, atingiu um pico de 483 dólares em 28 de janeiro.

A alta desenfreada do preço levou à insuficiência de margem dos vendedores a descoberto, que foram forçados a recomprar a preços altíssimos. Segundo relatos, os prejuízos dos vendedores a descoberto ultrapassaram 5 bilhões de dólares. Uma semana depois, o preço caiu rapidamente, e em 2 de fevereiro, já havia recuado mais de 80% do pico.

Após o evento, os usuários do WSB continuaram a manipular ações de empresas com posições vendidas elevadas, como AMC e BlackBerry, que também tiveram altas rápidas seguidas de quedas. Esses episódios ainda são considerados os exemplos mais marcantes de short squeeze recente.

Short squeeze natural: como a mudança nos fundamentos pode vencer os vendedores a descoberto

Nem todo short squeeze é manipulação deliberada; às vezes, uma melhora real nos fundamentos de uma empresa provoca o fenômeno. A Tesla é um exemplo clássico.

Como líder em veículos elétricos, a Tesla, após Elon Musk assumir, mostrou ambição, mas suas vendas eram limitadas e a empresa apresentava prejuízos constantes, sendo vista por alguns como uma empresa inflada. No entanto, investidores acreditavam no potencial do mercado de EV, e o preço das ações subiu continuamente. Com uma grande capitalização e liquidez, a Tesla tornou-se uma das ações mais vendidas a descoberto.

O ponto de virada ocorreu em 2020, quando a Tesla virou lucro, impulsionada pelo crescimento da receita do Gigafactory de Xangai. O preço disparou de 350 para 2318 dólares em seis meses, quase 7 vezes maior. Depois, houve um desdobramento de ações (1 por 5), e em um ano, o preço voltou a subir de cerca de 400 para mais de 1.200 dólares, atingindo um aumento total de 20 vezes em dois anos, causando prejuízos severos aos vendedores a descoberto.

Esse é um exemplo clássico de short squeeze causado por melhora real nos fundamentos. O aumento expressivo também foi facilitado pela política de estímulo monetário global (QE) de 2020, que aumentou a liquidez no mercado.

Guia de autoproteção contra short squeeze: estratégias essenciais para traders

Fazer short é como roubar um banco: a saída segura é o mais importante. O lucro máximo do short é a queda até zero, mas as perdas podem ser ilimitadas. Em um short squeeze, o preço pode subir várias vezes, até dezenas de vezes, tornando o short uma estratégia de “lucro limitado, risco infinito”.

Como se proteger quando um short squeeze se aproxima? Com base na experiência de mercado, os investidores podem adotar duas estratégias principais:

Estratégia 1: Encerrar posições vendidas com decisão ao perceber sinais de short squeeze Quando a proporção de posições vendidas ultrapassar 50% do volume de ações disponíveis, mesmo que o preço ainda esteja fraco, recomenda-se fechar a posição antecipadamente. Não vale a pena ser ganancioso; lucros pequenos ou perdas controladas são aceitáveis. Observar o fluxo de mercado e indicadores como RSI é fundamental. Quando o RSI estiver entre 50 e 80, o mercado tende a ser favorável ao compra; entre 20 e 50, ao short.

O mais importante é que, quando o RSI cair abaixo de 20, indicando condição de sobrevenda, o mercado já saiu do racional, e a reversão de preço é provável. Para evitar um short squeeze, o melhor é sair rapidamente.

Estratégia 2: Monitorar posições vendidas ao participar de um short squeeze Se desejar participar ativamente de um short squeeze para obter altos lucros, é essencial acompanhar de perto as mudanças nas posições vendidas. Se o volume de posições vendidas continuar crescendo sem sinais de recompra, o preço pode subir ainda mais. Mas, assim que houver sinais de recompra, é hora de realizar lucros e sair. Caso contrário, o movimento de short squeeze pode terminar abruptamente, levando o preço de volta ao valor justo da empresa.

Lembre-se: esses movimentos de alta não refletem uma melhora real nos fundamentos, mas sim uma tentativa de “recompra” por parte de quem criou o movimento, o que torna as oscilações extremamente voláteis.

Como evitar armadilhas de short squeeze: estratégias defensivas para reduzir riscos de short selling

A ocorrência de short squeeze geralmente exige duas condições: concentração excessiva de posições vendidas e alta atenção do mercado. Conhecer esses fatores ajuda a evitar surpresas.

Para quem deseja fazer short, o ideal é priorizar índices de mercado ou ações de grande capitalização, que possuem alta liquidez e menor risco de concentração de posições vendidas.

Em mercados de baixa, recomenda-se esperar por uma recuperação antes de fazer short. Evite emprestar ações para short, pois há risco de força de recompra pela corretora. Usar CFDs é uma alternativa mais segura, pois permite controle de alavancagem e gestão de risco mais flexível.

Outra estratégia é fazer hedge: comprar ações para longo prazo enquanto faz short no índice ou setor. Com uma proporção de 1:1, se a ação subir mais que o índice ou cair menos, há lucro. Assim, é possível equilibrar o risco de short squeeze.

Para quem deseja operar nesse mercado, o mais importante é escolher plataformas reguladas, com alta alavancagem e baixas barreiras de entrada.

Por fim, alertamos todos os investidores de short: um short squeeze pode causar perdas incalculáveis. Monitorar o mercado com atenção, além de acompanhar os fundamentos e notícias do ativo, é essencial. Uma única notícia positiva pode acabar com uma posição de short. Lembre-se: entender e gerenciar o risco de short squeeze é fundamental para a sobrevivência a longo prazo de investidores vendendo a descoberto.

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