EUA e Israel unem forças para atacar o Irã. Que impacto isso terá nos mercados financeiros? Como evitar que a carteira seja destruída?
Os EUA e Israel não disfarçam mais, lançaram oficialmente uma operação militar conjunta contra o Irã. Os mísseis não foram muito precisos, enquanto dormia uma tarde, minha conta foi destruída... Agora, o Pequeno Deus Financeiro vai falar um pouco sobre o impacto desta guerra nos mercados financeiros e como devemos agir.
💣Primeiro, vamos analisar as últimas movimentações do conflito EUA-Irã de acordo com a linha do tempo:
27 de fevereiro
O governo dos EUA aprovou oficialmente a evacuação de pessoal não emergencial da missão em Israel e emitiu orientações de emergência, recomendando que eles saíssem o mais rápido possível. O embaixador dos EUA em Israel, Hekabi, chegou a emitir um aviso severo: “Se for sair, saia hoje mesmo”.
27 de fevereiro
O Ministério das Relações Exteriores da China e as embaixadas na região do Irã alertaram os cidadãos chineses para evitarem viajar para o Irã por enquanto.
27 de fevereiro
Trump afirmou estar “insatisfeito” com o progresso das negociações nucleares com o Irã, dizendo que “não quer guerra, mas às vezes é inevitável”.
28 de fevereiro, 14h18
Explosão no centro de Teerã, capital do Irã.
28 de fevereiro, 14h20
Israel anunciou um ataque “preventivo” ao Irã.
28 de fevereiro, 14h39
Ataque perto do escritório do Líder Supremo do Irã.
28 de fevereiro, 14h39
Oficiais de segurança israelenses afirmam que o ataque ao Irã foi resultado de uma ação conjunta EUA-Israel.
28 de fevereiro, 14h50
Funcionários americanos confirmam que os ataques aéreos dos EUA ao Irã estão em andamento.
Há 3 horas
Israel está preparando a primeira fase de uma ofensiva conjunta de quatro dias.
Há 3 horas
Sons de explosões em duas províncias do oeste do Irã.
Há 2 horas
Funcionários dos EUA afirmam que EUA e Israel lançaram uma operação militar conjunta contra o Irã.
Há 2 horas
Autoridades iranianas dizem estar se preparando para uma “retaliação destrutiva”.
Há 2 horas
Sete mísseis atingiram a residência presidencial do Irã e a residência de Khamenei.
Há 2 horas
Israel anunciou que sua operação contra o Irã se chama “Leão Rugidor”.
Há 2 horas
Israel pede que a população entre imediatamente em abrigos.
Há 1 hora
Tel Aviv, Israel, foi alvo de múltiplos ataques de mísseis iranianos.
Há 1 hora
Trump afirmou que, após o fim da guerra, assumirá o governo do Irã.
Há 1 hora
Israel foi alvo de uma terceira rodada de ataques de mísseis do Irã.
Há 51 minutos
Comandante das Forças Armadas do Irã morreu.
Há 27 minutos
Base naval dos EUA em Bahrein foi atacada.
Resumo: Pelos desenvolvimentos do conflito, os ataques EUA-Israel ao Irã são decididos e bem planejados, ou seja, “não querem mais negociar, estão prontos para lutar”. O Irã também não recuou, retaliando de forma abrangente Israel, e a situação já mostra sinais de evoluir para uma guerra. As declarações de Trump de “esperar o fim da guerra para tomar o controle do Irã” também indicam que os EUA querem destruir completamente o regime iraniano, com possibilidade de tropas terrestres na sequência. O conflito não terminará em breve e pode até piorar. Portanto, neste momento, o foco é evitar riscos, não é hora de comprar na baixa.
👉Próximas possíveis evoluções do conflito:
Para entender o impacto desta guerra nos mercados financeiros, primeiro devemos analisar as possíveis direções do conflito.
1. Guerra regional total (50%), com a coalizão EUA-Israel buscando destruir o regime iraniano, atacando de forma ampla, com o Irã ativando suas redes de proxy, como Hezbollah no Líbano, Houthis no Iémen, e o conflito se espalhando pelos países vizinhos.
2. Guerra relâmpago dos EUA e Israel (40%), com ataques precisos ao líder do Irã, visando uma operação de eliminação rápida e a substituição do governo iraniano por um novo governo proxy.
3. Ataques limitados de curto prazo (10%), com os EUA e Israel focando nos objetivos principais e depois recuando, enquanto o Irã se contém e busca uma trégua mediada internacionalmente.
📈Impacto da guerra EUA-Irã nos mercados financeiros:
1. Mercado de petróleo: aumento rápido no curto prazo, tendência de longo prazo depende da intensidade do conflito.
O Estreito de Hormuz, controlado pelo Irã, é uma rota vital para cerca de 30% do transporte marítimo mundial de petróleo. Após o anúncio dos ataques EUA-Israel, o mercado de petróleo entrou em pânico e subiu rapidamente. Até às 15h de 28 de fevereiro, o Brent Brent futures ultrapassou US$ 95 por barril, com alta superior a 4%; WTI dos EUA subiu mais de 3,8%; contratos futuros de petróleo de Xangai subiram mais de 4,2%.
No futuro, se o conflito for apenas uma operação de curto prazo, com os EUA e Israel recuando após atacar os objetivos principais, o preço do petróleo pode subir entre 10% e 30%, com o Brent atingindo US$ 85-100 por barril. Se a situação se agravar, com o Irã retaliando atacando navios ou interferindo no transporte marítimo, o preço do petróleo pode subir rapidamente para US$ 90-105 por barril, com oscilações por 1 a 3 meses. Se o Irã bloquear o Estreito de Hormuz, o preço do petróleo pode disparar 40-60% em 24 horas, ultrapassando US$ 120 por barril, chegando até a US$ 150 em curto prazo. No entanto, há mecanismos de buffer no mercado: a reserva estratégica de petróleo dos EUA, com cerca de 415 milhões de barris, pode ser liberada em até 13 dias após decisão presidencial, com uma taxa máxima de liberação de 4,4 milhões de barris por dia; além disso, a OPEP+ já iniciou planos de aumento de produção de emergência, considerando elevar a produção em 137 mil barris por dia em abril; a elasticidade do petróleo de xisto dos EUA também é alta, com preços elevados estimulando a expansão da produção, podendo aumentar a produção diária de 13,4 milhões para mais de 14 milhões de barris.
2. Mercado de ouro e prata:
O ouro, que combina proteção contra riscos geopolíticos e combate à inflação, certamente atrairá fluxo de capital nesta crise. A experiência histórica mostra que conflitos militares no Oriente Médio elevam os preços de metais preciosos. Em junho de 2025, durante a escalada do conflito no Irã, o preço do ouro atingiu US$ 2.300 por onça. Este evento reforça o papel do ouro como ativo de proteção em riscos geopolíticos. Como o mercado de ouro está fechado no fim de semana, espera-se que na segunda-feira os preços abram em alta.
3. Mercado de ações:
Conflitos armados geralmente provocam forte queda nos ativos de risco. Como os mercados globais estão fechados no fim de semana, espera-se que na segunda-feira haja impacto negativo na abertura. Investidores, preocupados com a escalada do risco geopolítico e a possível desaceleração econômica global, podem vender ativos de risco. Setores como aviação, turismo, consumo e tecnologia de crescimento podem liderar as perdas, enquanto setores defensivos, energia e defesa podem se valorizar.
4. Mercado de câmbio:
a) Dólar: fortalecimento no curto prazo, pressão no médio prazo.
No curto prazo, fluxo de capital de risco entra no dólar, elevando o índice do dólar. Como principal moeda de reserva mundial, o dólar costuma ser um refúgio em momentos de aumento do risco geopolítico. Mas, no médio prazo, preços elevados do petróleo elevam a inflação global, pressionando o Federal Reserve a manter ou aumentar as taxas de juros, o que pode fortalecer o dólar. Por outro lado, o aumento da inflação e o déficit fiscal dos EUA podem, a médio prazo, prejudicar o desempenho do dólar.
b) Euro/libra esterlina: forte fraqueza.
A Europa depende muito da energia do Oriente Médio, e o aumento do preço do petróleo agravará a inflação importada, dificultando a recuperação econômica. A pressão para redução de taxas pelo BCE aumenta, levando à depreciação do euro e da libra esterlina. A economia europeia já enfrenta dificuldades de recuperação, e o aumento dos preços de energia devido ao conflito geopolítico piora ainda mais as perspectivas de crescimento. Investidores perdem confiança no euro e na libra, levando à desvalorização cambial.
5. Mercado de criptomoedas:
Recentemente, a trajetória do ouro e do Bitcoin tem se mostrado oposta, o que demonstra que a narrativa do Bitcoin como “ouro digital” está se desmoronando. Devemos encarar o Bitcoin como um ativo de risco, que certamente sofrerá forte queda em tempos de guerra. Na verdade, o Bitcoin já caiu bastante, chegando a romper US$ 63.000, com mais de 150 mil traders com posições forçadas de liquidação. Atualmente, o Bitcoin oscila perto de US$ 64.000, e os principais investidores estão observando os desdobramentos do conflito para decidir a direção do mercado.
📊A estratégia mais importante:
Nos próximos dias, é fundamental acompanhar de perto o desenvolvimento do conflito para ajustar nossas ações.
Se evoluir para uma guerra regional total:
1. Mercado de ouro e prata — Arbitragem de contratos perpétuos
Comprar posições longas, considerando que o mercado Tradfi está fechado no fim de semana. Pode-se abrir posições longas em XAUT e XAG, comprando na baixa e esperando uma alta na segunda-feira.
2. Mercado de câmbio e petróleo — Operações longas em TradFi
Como o Estreito de Hormuz ainda não foi bloqueado, se o conflito se intensificar, os preços do petróleo e do dólar continuarão subindo, sendo recomendável abrir posições longas em TradFi.
3. Mercado de Bitcoin — Venda a descoberto em contratos futuros, compra à vista perto do preço anterior.
Se a situação piorar, o preço pode desafiar o fundo anterior de US$ 59.900. Pode-se fazer venda a descoberto, enquanto quem pensa no longo prazo pode aproveitar qualquer queda para comprar na baixa, sem se preocupar muito com o preço final, que pode estar próximo de US$ 59.900.
Se o conflito terminar com uma operação relâmpago ou uma trégua mediada internacionalmente:
1. Mercado de ouro e prata — Venda a descoberto.
2. Mercado de câmbio e petróleo — Venda a descoberto.
3. Mercado de criptomoedas — Comprar na alta, com stop-loss em torno de US$ 59.900.
💡Controle de posição: Em eventos extremos como uma guerra, o mercado muitas vezes se comporta de forma imprevisível, não seguindo análises técnicas. Nessa situação, o mais importante é proteger sua carteira. Cada guerra é uma dor de crescimento, uma ruptura do antigo e uma construção do novo. Ser residente de um país longe do conflito já é uma grande sorte. Não espere ganhar dinheiro a cada momento. “Quando o canhão dispara, o ouro vale uma fortuna” é privilégio dos grandes capitalistas. No jogo global de “monopolistas”, como investidores individuais, o mais importante é sobreviver, mais do que ganhar uma única vez.
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Discovery
· 2h atrás
GOGOGO 2026 👊
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Discovery
· 2h atrás
Para a Lua 🌕
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GateUser-68291371
· 3h atrás
Segure-se firmemente 💪
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GateUser-68291371
· 3h atrás
Salta 🚀
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HighAmbition
· 5h atrás
Muito obrigado pela atualização de informações sobre criptomoedas
#深度创作营
EUA e Israel unem forças para atacar o Irã. Que impacto isso terá nos mercados financeiros? Como evitar que a carteira seja destruída?
Os EUA e Israel não disfarçam mais, lançaram oficialmente uma operação militar conjunta contra o Irã. Os mísseis não foram muito precisos, enquanto dormia uma tarde, minha conta foi destruída... Agora, o Pequeno Deus Financeiro vai falar um pouco sobre o impacto desta guerra nos mercados financeiros e como devemos agir.
💣Primeiro, vamos analisar as últimas movimentações do conflito EUA-Irã de acordo com a linha do tempo:
27 de fevereiro
O governo dos EUA aprovou oficialmente a evacuação de pessoal não emergencial da missão em Israel e emitiu orientações de emergência, recomendando que eles saíssem o mais rápido possível. O embaixador dos EUA em Israel, Hekabi, chegou a emitir um aviso severo: “Se for sair, saia hoje mesmo”.
27 de fevereiro
O Ministério das Relações Exteriores da China e as embaixadas na região do Irã alertaram os cidadãos chineses para evitarem viajar para o Irã por enquanto.
27 de fevereiro
Trump afirmou estar “insatisfeito” com o progresso das negociações nucleares com o Irã, dizendo que “não quer guerra, mas às vezes é inevitável”.
28 de fevereiro, 14h18
Explosão no centro de Teerã, capital do Irã.
28 de fevereiro, 14h20
Israel anunciou um ataque “preventivo” ao Irã.
28 de fevereiro, 14h39
Ataque perto do escritório do Líder Supremo do Irã.
28 de fevereiro, 14h39
Oficiais de segurança israelenses afirmam que o ataque ao Irã foi resultado de uma ação conjunta EUA-Israel.
28 de fevereiro, 14h50
Funcionários americanos confirmam que os ataques aéreos dos EUA ao Irã estão em andamento.
Há 3 horas
Israel está preparando a primeira fase de uma ofensiva conjunta de quatro dias.
Há 3 horas
Sons de explosões em duas províncias do oeste do Irã.
Há 2 horas
Funcionários dos EUA afirmam que EUA e Israel lançaram uma operação militar conjunta contra o Irã.
Há 2 horas
Autoridades iranianas dizem estar se preparando para uma “retaliação destrutiva”.
Há 2 horas
Sete mísseis atingiram a residência presidencial do Irã e a residência de Khamenei.
Há 2 horas
Israel anunciou que sua operação contra o Irã se chama “Leão Rugidor”.
Há 2 horas
Israel pede que a população entre imediatamente em abrigos.
Há 1 hora
Tel Aviv, Israel, foi alvo de múltiplos ataques de mísseis iranianos.
Há 1 hora
Trump afirmou que, após o fim da guerra, assumirá o governo do Irã.
Há 1 hora
Israel foi alvo de uma terceira rodada de ataques de mísseis do Irã.
Há 51 minutos
Comandante das Forças Armadas do Irã morreu.
Há 27 minutos
Base naval dos EUA em Bahrein foi atacada.
Resumo: Pelos desenvolvimentos do conflito, os ataques EUA-Israel ao Irã são decididos e bem planejados, ou seja, “não querem mais negociar, estão prontos para lutar”. O Irã também não recuou, retaliando de forma abrangente Israel, e a situação já mostra sinais de evoluir para uma guerra. As declarações de Trump de “esperar o fim da guerra para tomar o controle do Irã” também indicam que os EUA querem destruir completamente o regime iraniano, com possibilidade de tropas terrestres na sequência. O conflito não terminará em breve e pode até piorar. Portanto, neste momento, o foco é evitar riscos, não é hora de comprar na baixa.
👉Próximas possíveis evoluções do conflito:
Para entender o impacto desta guerra nos mercados financeiros, primeiro devemos analisar as possíveis direções do conflito.
1. Guerra regional total (50%), com a coalizão EUA-Israel buscando destruir o regime iraniano, atacando de forma ampla, com o Irã ativando suas redes de proxy, como Hezbollah no Líbano, Houthis no Iémen, e o conflito se espalhando pelos países vizinhos.
2. Guerra relâmpago dos EUA e Israel (40%), com ataques precisos ao líder do Irã, visando uma operação de eliminação rápida e a substituição do governo iraniano por um novo governo proxy.
3. Ataques limitados de curto prazo (10%), com os EUA e Israel focando nos objetivos principais e depois recuando, enquanto o Irã se contém e busca uma trégua mediada internacionalmente.
📈Impacto da guerra EUA-Irã nos mercados financeiros:
1. Mercado de petróleo: aumento rápido no curto prazo, tendência de longo prazo depende da intensidade do conflito.
O Estreito de Hormuz, controlado pelo Irã, é uma rota vital para cerca de 30% do transporte marítimo mundial de petróleo. Após o anúncio dos ataques EUA-Israel, o mercado de petróleo entrou em pânico e subiu rapidamente. Até às 15h de 28 de fevereiro, o Brent Brent futures ultrapassou US$ 95 por barril, com alta superior a 4%; WTI dos EUA subiu mais de 3,8%; contratos futuros de petróleo de Xangai subiram mais de 4,2%.
No futuro, se o conflito for apenas uma operação de curto prazo, com os EUA e Israel recuando após atacar os objetivos principais, o preço do petróleo pode subir entre 10% e 30%, com o Brent atingindo US$ 85-100 por barril. Se a situação se agravar, com o Irã retaliando atacando navios ou interferindo no transporte marítimo, o preço do petróleo pode subir rapidamente para US$ 90-105 por barril, com oscilações por 1 a 3 meses. Se o Irã bloquear o Estreito de Hormuz, o preço do petróleo pode disparar 40-60% em 24 horas, ultrapassando US$ 120 por barril, chegando até a US$ 150 em curto prazo. No entanto, há mecanismos de buffer no mercado: a reserva estratégica de petróleo dos EUA, com cerca de 415 milhões de barris, pode ser liberada em até 13 dias após decisão presidencial, com uma taxa máxima de liberação de 4,4 milhões de barris por dia; além disso, a OPEP+ já iniciou planos de aumento de produção de emergência, considerando elevar a produção em 137 mil barris por dia em abril; a elasticidade do petróleo de xisto dos EUA também é alta, com preços elevados estimulando a expansão da produção, podendo aumentar a produção diária de 13,4 milhões para mais de 14 milhões de barris.
2. Mercado de ouro e prata:
O ouro, que combina proteção contra riscos geopolíticos e combate à inflação, certamente atrairá fluxo de capital nesta crise. A experiência histórica mostra que conflitos militares no Oriente Médio elevam os preços de metais preciosos. Em junho de 2025, durante a escalada do conflito no Irã, o preço do ouro atingiu US$ 2.300 por onça. Este evento reforça o papel do ouro como ativo de proteção em riscos geopolíticos. Como o mercado de ouro está fechado no fim de semana, espera-se que na segunda-feira os preços abram em alta.
3. Mercado de ações:
Conflitos armados geralmente provocam forte queda nos ativos de risco. Como os mercados globais estão fechados no fim de semana, espera-se que na segunda-feira haja impacto negativo na abertura. Investidores, preocupados com a escalada do risco geopolítico e a possível desaceleração econômica global, podem vender ativos de risco. Setores como aviação, turismo, consumo e tecnologia de crescimento podem liderar as perdas, enquanto setores defensivos, energia e defesa podem se valorizar.
4. Mercado de câmbio:
a) Dólar: fortalecimento no curto prazo, pressão no médio prazo.
No curto prazo, fluxo de capital de risco entra no dólar, elevando o índice do dólar. Como principal moeda de reserva mundial, o dólar costuma ser um refúgio em momentos de aumento do risco geopolítico. Mas, no médio prazo, preços elevados do petróleo elevam a inflação global, pressionando o Federal Reserve a manter ou aumentar as taxas de juros, o que pode fortalecer o dólar. Por outro lado, o aumento da inflação e o déficit fiscal dos EUA podem, a médio prazo, prejudicar o desempenho do dólar.
b) Euro/libra esterlina: forte fraqueza.
A Europa depende muito da energia do Oriente Médio, e o aumento do preço do petróleo agravará a inflação importada, dificultando a recuperação econômica. A pressão para redução de taxas pelo BCE aumenta, levando à depreciação do euro e da libra esterlina. A economia europeia já enfrenta dificuldades de recuperação, e o aumento dos preços de energia devido ao conflito geopolítico piora ainda mais as perspectivas de crescimento. Investidores perdem confiança no euro e na libra, levando à desvalorização cambial.
5. Mercado de criptomoedas:
Recentemente, a trajetória do ouro e do Bitcoin tem se mostrado oposta, o que demonstra que a narrativa do Bitcoin como “ouro digital” está se desmoronando. Devemos encarar o Bitcoin como um ativo de risco, que certamente sofrerá forte queda em tempos de guerra. Na verdade, o Bitcoin já caiu bastante, chegando a romper US$ 63.000, com mais de 150 mil traders com posições forçadas de liquidação. Atualmente, o Bitcoin oscila perto de US$ 64.000, e os principais investidores estão observando os desdobramentos do conflito para decidir a direção do mercado.
📊A estratégia mais importante:
Nos próximos dias, é fundamental acompanhar de perto o desenvolvimento do conflito para ajustar nossas ações.
Se evoluir para uma guerra regional total:
1. Mercado de ouro e prata — Arbitragem de contratos perpétuos
Comprar posições longas, considerando que o mercado Tradfi está fechado no fim de semana. Pode-se abrir posições longas em XAUT e XAG, comprando na baixa e esperando uma alta na segunda-feira.
2. Mercado de câmbio e petróleo — Operações longas em TradFi
Como o Estreito de Hormuz ainda não foi bloqueado, se o conflito se intensificar, os preços do petróleo e do dólar continuarão subindo, sendo recomendável abrir posições longas em TradFi.
3. Mercado de Bitcoin — Venda a descoberto em contratos futuros, compra à vista perto do preço anterior.
Se a situação piorar, o preço pode desafiar o fundo anterior de US$ 59.900. Pode-se fazer venda a descoberto, enquanto quem pensa no longo prazo pode aproveitar qualquer queda para comprar na baixa, sem se preocupar muito com o preço final, que pode estar próximo de US$ 59.900.
Se o conflito terminar com uma operação relâmpago ou uma trégua mediada internacionalmente:
1. Mercado de ouro e prata — Venda a descoberto.
2. Mercado de câmbio e petróleo — Venda a descoberto.
3. Mercado de criptomoedas — Comprar na alta, com stop-loss em torno de US$ 59.900.
💡Controle de posição: Em eventos extremos como uma guerra, o mercado muitas vezes se comporta de forma imprevisível, não seguindo análises técnicas. Nessa situação, o mais importante é proteger sua carteira. Cada guerra é uma dor de crescimento, uma ruptura do antigo e uma construção do novo. Ser residente de um país longe do conflito já é uma grande sorte. Não espere ganhar dinheiro a cada momento. “Quando o canhão dispara, o ouro vale uma fortuna” é privilégio dos grandes capitalistas. No jogo global de “monopolistas”, como investidores individuais, o mais importante é sobreviver, mais do que ganhar uma única vez.