No último dia do ano, o analista da Bloomberg Mike McGlone voltou a lançar uma “grande jogada”. Ele apontou que o desempenho dos ativos digitais ajustado pelo risco é inferior ao das ações globais, o que pode estar a enviar um sinal: o ciclo de rápida valorização dos ativos de risco nesta fase pode estar a chegar ao fim. Este ponto de vista gerou ampla discussão no mercado e levou muitos a reavaliarem a relação risco-retorno do mercado de criptomoedas.
A “vergonhosa” verdade ajustada pelo risco
O argumento central de McGlone é bastante direto: de final de 2017 até 30 de dezembro, o índice de criptomoedas da Bloomberg Galaxy (BGCI) subiu cerca de 90%. Embora esse aumento pareça bom, o problema é que — esse crescimento é apenas equivalente ao aumento do valor de mercado total das ações globais. Ainda mais preocupante, a volatilidade anual dos ativos digitais é cerca de 7 vezes maior do que a das ações globais.
Em termos de investimento, isso significa que você está assumindo riscos significativamente maiores sem obter um retorno excessivo correspondente. Essa é uma questão que merece reflexão. Se o risco é o preço do retorno, então riscos elevados deveriam vir acompanhados de altos retornos, mas os dados atuais mostram que essa “troca” não é vantajosa.
Quão confiável é a teoria do concorrente de McGlone?
McGlone explica ainda sua lógica: o ouro tem apenas três principais concorrentes (prata, platina e paládio), enquanto o Bitcoin enfrenta a concorrência de milhões de ativos digitais. Portanto, a posição relativa do Bitcoin deve ser inevitavelmente enfraquecida.
Esse argumento parece razoável, mas o mercado geralmente considera que ele exagera. A razão é simples: o Bitcoin já estabeleceu sua posição no mundo das criptomoedas; sua rede, liquidez e peso na alocação institucional não podem ser substituídos por outras altcoins. Dizer que “o seu tio ainda é seu tio” pode soar vulgar, mas reflete a realidade do mercado.
Mais importante, o histórico de previsões de McGlone não é perfeito:
Período
Previsão de McGlone
Resultado real
2018
BTC caiu para US$1500
Caiu até US$3200
2021
BTC atingiu US$400.000
Chegou a US$69.000
Isso reduz a credibilidade de sua previsão mais recente (que prevê BTC a US$50.000 em 2026, ou até US$10.000).
Qual é o verdadeiro sinal do mercado?
No entanto, não se deve descartar completamente os alertas de McGlone apenas por seus erros passados. De fato, o mercado está a enviar alguns sinais importantes:
O Bitcoin recuou de US$126.000 em outubro para US$88.000, uma queda de 30%
O ouro continua forte, o dólar enfraquece, e as expectativas de corte de juros pelo Fed aumentam
O desempenho dos ativos digitais nesta rodada de alta ficou aquém do esperado
Mas isso significa que o ciclo realmente chegou ao fim? Essa questão é mais complexa. Por um lado, o desempenho ajustado pelo risco é realmente mediano, o que merece atenção; por outro, a fraqueza do dólar e as expectativas de corte de juros podem fornecer novo impulso de alta para os ativos digitais.
Resumo
A visão de McGlone aborda uma questão real: a relação risco-retorno dos ativos digitais atualmente não é ideal. Contudo, sua lógica baseada no número de concorrentes tem limitações, e sua precisão em previsões passadas também é questionável. O mercado enfrenta uma pressão de ajuste de ciclo, mas também há oportunidades macroeconômicas. O importante é reconhecer os riscos, mas também enxergar as oportunidades — essa é a postura que um investidor racional deve adotar.
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Assumir um risco 7 vezes maior sem retorno excessivo, o ponto de inflexão do ciclo do mercado de criptomoedas chegou?
No último dia do ano, o analista da Bloomberg Mike McGlone voltou a lançar uma “grande jogada”. Ele apontou que o desempenho dos ativos digitais ajustado pelo risco é inferior ao das ações globais, o que pode estar a enviar um sinal: o ciclo de rápida valorização dos ativos de risco nesta fase pode estar a chegar ao fim. Este ponto de vista gerou ampla discussão no mercado e levou muitos a reavaliarem a relação risco-retorno do mercado de criptomoedas.
A “vergonhosa” verdade ajustada pelo risco
O argumento central de McGlone é bastante direto: de final de 2017 até 30 de dezembro, o índice de criptomoedas da Bloomberg Galaxy (BGCI) subiu cerca de 90%. Embora esse aumento pareça bom, o problema é que — esse crescimento é apenas equivalente ao aumento do valor de mercado total das ações globais. Ainda mais preocupante, a volatilidade anual dos ativos digitais é cerca de 7 vezes maior do que a das ações globais.
Em termos de investimento, isso significa que você está assumindo riscos significativamente maiores sem obter um retorno excessivo correspondente. Essa é uma questão que merece reflexão. Se o risco é o preço do retorno, então riscos elevados deveriam vir acompanhados de altos retornos, mas os dados atuais mostram que essa “troca” não é vantajosa.
Quão confiável é a teoria do concorrente de McGlone?
McGlone explica ainda sua lógica: o ouro tem apenas três principais concorrentes (prata, platina e paládio), enquanto o Bitcoin enfrenta a concorrência de milhões de ativos digitais. Portanto, a posição relativa do Bitcoin deve ser inevitavelmente enfraquecida.
Esse argumento parece razoável, mas o mercado geralmente considera que ele exagera. A razão é simples: o Bitcoin já estabeleceu sua posição no mundo das criptomoedas; sua rede, liquidez e peso na alocação institucional não podem ser substituídos por outras altcoins. Dizer que “o seu tio ainda é seu tio” pode soar vulgar, mas reflete a realidade do mercado.
Mais importante, o histórico de previsões de McGlone não é perfeito:
Isso reduz a credibilidade de sua previsão mais recente (que prevê BTC a US$50.000 em 2026, ou até US$10.000).
Qual é o verdadeiro sinal do mercado?
No entanto, não se deve descartar completamente os alertas de McGlone apenas por seus erros passados. De fato, o mercado está a enviar alguns sinais importantes:
Mas isso significa que o ciclo realmente chegou ao fim? Essa questão é mais complexa. Por um lado, o desempenho ajustado pelo risco é realmente mediano, o que merece atenção; por outro, a fraqueza do dólar e as expectativas de corte de juros podem fornecer novo impulso de alta para os ativos digitais.
Resumo
A visão de McGlone aborda uma questão real: a relação risco-retorno dos ativos digitais atualmente não é ideal. Contudo, sua lógica baseada no número de concorrentes tem limitações, e sua precisão em previsões passadas também é questionável. O mercado enfrenta uma pressão de ajuste de ciclo, mas também há oportunidades macroeconômicas. O importante é reconhecer os riscos, mas também enxergar as oportunidades — essa é a postura que um investidor racional deve adotar.