O setor de materiais representa apenas 2,61% da alocação total do S&P 500, tornando-se o menor setor em peso. No entanto, esse estatuto de outsider não deve dissuadir os investidores de explorar oportunidades neste espaço. Os ETFs de materiais oferecem exposição a tudo, desde a produção de aço até a mineração de terras raras, com perfis de risco variados e focos estratégicos.
A Base: Opções tradicionais de ETFs de Materiais
O Materials Select Sector SPDR (XLB) é o maior fundo nesta categoria, classificando-se consistentemente entre os melhores fundos sectoriais SPDR ao longo do ano. Este fundo normalmente concentra-se fortemente em fabricantes de produtos químicos, mantendo também exposição à mineração de metais, produção de plásticos e fabricantes de materiais de construção.
Para quem busca custos mais baixos, o Fidelity MSCI Materials ETF (FMAT) oferece uma taxa de despesa de apenas 0,084% ao ano—uma das opções mais económicas disponíveis. No entanto, tanto o FMAT quanto o XLB partilham uma desvantagem notável: risco de concentração significativo. Atualmente, estes fundos ponderados por capitalização alocam mais de 25% das suas participações a grandes players industriais como DowDuPont e Linde.
Explorando Mercados de Nicho Dentro de Materiais
Investidores dispostos a aventurar-se além da exposição convencional a materiais têm várias alternativas especializadas que valem a pena considerar.
O Invesco S&P SmallCap Materials ETF (PSCM) serve como o equivalente de pequena capitalização ao XLB, com uma taxa de despesa de 0,29%. Este fundo acompanha 34 participações com uma capitalização de mercado média de 1,57 mil milhões de dólares, oferecendo uma exposição aproximadamente igual a oportunidades de crescimento e valor. Quase dois terços dos componentes do PSCM são fabricantes de produtos químicos.
Para quem mira especificamente no setor do aço, o VanEck Vectors Steel ETF (SLX) fornece exposição dedicada com uma taxa de despesa de 0,56%. Beneficiando de políticas tarifárias que apoiam os produtores nacionais, o SLX disparou mais de 13% este ano. No entanto, os investidores devem notar que este ETF de aço permanece altamente sensível às dinâmicas de oferta e procura de commodities.
Jogadas Especializadas e de Maior Volatilidade
O VanEck Vectors Rare Earth/Strategic Metals ETF (REMX) tem como alvo mineradoras de terras raras com uma taxa de despesa de 0,61%. Este fundo atrai exclusivamente investidores tolerantes ao risco, dado que a sua volatilidade histórica excede significativamente a dos ETFs tradicionais de materiais. No último ano, o REMX caiu 37,40% em comparação com a queda de 0,60% do XLB, refletindo a imprevisibilidade inerente ao setor. Menos de 18% das participações do REMX consistem em empresas de grande capitalização, aumentando ainda mais a volatilidade.
O Global X Silver Miners ETF (SIL) acompanha as maiores empresas de mineração de prata do mundo, com uma taxa de despesa de 0,65%. Os ETFs de mineradoras geralmente exibem uma volatilidade substancialmente maior do que os fundos setoriais padrão, com o índice subjacente do SIL mostrando uma volatilidade anualizada de 36,43%. No entanto, este risco elevado pode traduzir-se em ganhos expressivos quando os metais preciosos sobem de preço. Pesquisas indicam que, ao longo de cinco anos, a procura global por prata superou a oferta, com uma escassez de 810 toneladas em 2017 (excluindo compras de barras e moedas de investimento).
Estratégia Alternativa: Abordagem baseada em Momentum
O Invesco DWA Basic Materials Momentum ETF (PYZ) emprega uma estratégia única, acompanhando o Dorsey Wright Basic Materials Technical Leaders Index, com uma taxa de despesa de 0,60%. Esta metodologia baseada em momentum identifica empresas com força relativa dentro do universo de materiais. Desde a sua criação em 2006, o PYZ superou o índice de materiais do S&P 500 em quase 200 pontos base, apesar de ser mais caro e mais volátil do que alternativas tradicionais.
Ampliando a Exposição: Metais Diversificados e Mineração
O SPDR S&P Metals & Mining ETF (XME) oferece um meio-termo ideal para investidores que procuram exposição além dos fundos de materiais padrão, evitando jogadas demasiado especializadas. Com uma taxa de despesa competitiva de 0,35% e 462,19 milhões de dólares em ativos, o XME detém 29 ações que abrangem setores de alumínio, carvão, cobre, metais diversificados, ouro, metais preciosos, prata e aço. Quase metade da sua alocação é direcionada a empresas de aço, tornando-o complementar, e não redundante, com ETFs dedicados ao aço. Atualmente, subiu 12,10% este ano, sendo necessário que o XME suba mais 24% para atingir o seu máximo de 52 semanas.
Conclusão
Quer procure uma exposição ampla a materiais ou uma exposição tática através de um ETF de aço ou metais preciosos, o universo de fundos focados em materiais expandiu-se substancialmente. Cada opção atende a diferentes necessidades de investidores—desde os conscientes de custos, como o FMAT, até aos traders de momentum mais sofisticados, como o PYZ. Compreender estas distinções permite uma construção de portfólio mais informada dentro deste setor historicamente negligenciado.
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Compreender o Setor de Materiais: 7 ETFs de Aço e Metais para Diversificação de Carteira
O setor de materiais representa apenas 2,61% da alocação total do S&P 500, tornando-se o menor setor em peso. No entanto, esse estatuto de outsider não deve dissuadir os investidores de explorar oportunidades neste espaço. Os ETFs de materiais oferecem exposição a tudo, desde a produção de aço até a mineração de terras raras, com perfis de risco variados e focos estratégicos.
A Base: Opções tradicionais de ETFs de Materiais
O Materials Select Sector SPDR (XLB) é o maior fundo nesta categoria, classificando-se consistentemente entre os melhores fundos sectoriais SPDR ao longo do ano. Este fundo normalmente concentra-se fortemente em fabricantes de produtos químicos, mantendo também exposição à mineração de metais, produção de plásticos e fabricantes de materiais de construção.
Para quem busca custos mais baixos, o Fidelity MSCI Materials ETF (FMAT) oferece uma taxa de despesa de apenas 0,084% ao ano—uma das opções mais económicas disponíveis. No entanto, tanto o FMAT quanto o XLB partilham uma desvantagem notável: risco de concentração significativo. Atualmente, estes fundos ponderados por capitalização alocam mais de 25% das suas participações a grandes players industriais como DowDuPont e Linde.
Explorando Mercados de Nicho Dentro de Materiais
Investidores dispostos a aventurar-se além da exposição convencional a materiais têm várias alternativas especializadas que valem a pena considerar.
O Invesco S&P SmallCap Materials ETF (PSCM) serve como o equivalente de pequena capitalização ao XLB, com uma taxa de despesa de 0,29%. Este fundo acompanha 34 participações com uma capitalização de mercado média de 1,57 mil milhões de dólares, oferecendo uma exposição aproximadamente igual a oportunidades de crescimento e valor. Quase dois terços dos componentes do PSCM são fabricantes de produtos químicos.
Para quem mira especificamente no setor do aço, o VanEck Vectors Steel ETF (SLX) fornece exposição dedicada com uma taxa de despesa de 0,56%. Beneficiando de políticas tarifárias que apoiam os produtores nacionais, o SLX disparou mais de 13% este ano. No entanto, os investidores devem notar que este ETF de aço permanece altamente sensível às dinâmicas de oferta e procura de commodities.
Jogadas Especializadas e de Maior Volatilidade
O VanEck Vectors Rare Earth/Strategic Metals ETF (REMX) tem como alvo mineradoras de terras raras com uma taxa de despesa de 0,61%. Este fundo atrai exclusivamente investidores tolerantes ao risco, dado que a sua volatilidade histórica excede significativamente a dos ETFs tradicionais de materiais. No último ano, o REMX caiu 37,40% em comparação com a queda de 0,60% do XLB, refletindo a imprevisibilidade inerente ao setor. Menos de 18% das participações do REMX consistem em empresas de grande capitalização, aumentando ainda mais a volatilidade.
O Global X Silver Miners ETF (SIL) acompanha as maiores empresas de mineração de prata do mundo, com uma taxa de despesa de 0,65%. Os ETFs de mineradoras geralmente exibem uma volatilidade substancialmente maior do que os fundos setoriais padrão, com o índice subjacente do SIL mostrando uma volatilidade anualizada de 36,43%. No entanto, este risco elevado pode traduzir-se em ganhos expressivos quando os metais preciosos sobem de preço. Pesquisas indicam que, ao longo de cinco anos, a procura global por prata superou a oferta, com uma escassez de 810 toneladas em 2017 (excluindo compras de barras e moedas de investimento).
Estratégia Alternativa: Abordagem baseada em Momentum
O Invesco DWA Basic Materials Momentum ETF (PYZ) emprega uma estratégia única, acompanhando o Dorsey Wright Basic Materials Technical Leaders Index, com uma taxa de despesa de 0,60%. Esta metodologia baseada em momentum identifica empresas com força relativa dentro do universo de materiais. Desde a sua criação em 2006, o PYZ superou o índice de materiais do S&P 500 em quase 200 pontos base, apesar de ser mais caro e mais volátil do que alternativas tradicionais.
Ampliando a Exposição: Metais Diversificados e Mineração
O SPDR S&P Metals & Mining ETF (XME) oferece um meio-termo ideal para investidores que procuram exposição além dos fundos de materiais padrão, evitando jogadas demasiado especializadas. Com uma taxa de despesa competitiva de 0,35% e 462,19 milhões de dólares em ativos, o XME detém 29 ações que abrangem setores de alumínio, carvão, cobre, metais diversificados, ouro, metais preciosos, prata e aço. Quase metade da sua alocação é direcionada a empresas de aço, tornando-o complementar, e não redundante, com ETFs dedicados ao aço. Atualmente, subiu 12,10% este ano, sendo necessário que o XME suba mais 24% para atingir o seu máximo de 52 semanas.
Conclusão
Quer procure uma exposição ampla a materiais ou uma exposição tática através de um ETF de aço ou metais preciosos, o universo de fundos focados em materiais expandiu-se substancialmente. Cada opção atende a diferentes necessidades de investidores—desde os conscientes de custos, como o FMAT, até aos traders de momentum mais sofisticados, como o PYZ. Compreender estas distinções permite uma construção de portfólio mais informada dentro deste setor historicamente negligenciado.