O académico de direito Lynn Stout desafia o princípio do shareholder primacy, argumentando que as empresas são entidades próprias e que os acionistas possuem apenas direitos contratuais, não propriedade. Essa visão questiona o objetivo de maximizar o valor para os acionistas, alegando que isso pode levar ao curto prazo. Aplicando isso ao campo das criptomoedas, as controvérsias sobre os direitos dos detentores de tokens podem ser enganosas. Se o objetivo do protocolo é construir uma rede participativa em vez de uma entidade de maximização de lucros, então conceder aos detentores de tokens direitos formais menores — considerando-os mais como investidores usuários, semelhantes aos apoiadores de infraestrutura do século XIX — talvez possa promover um desenvolvimento orientado para a utilidade e funcionalidades de longo prazo, em vez de buscar retornos de curto prazo.

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