O mercado de criptomoedas para 2026 parece estar a começar bem, com o Bitcoin e o Ethereum a subir cerca de 7% desde o início do ano, e ativos especulativos como o Dogecoin a registarem aumentos ainda maiores. Mas o Diretor de Investimentos da Bitwise, Matt Hougan, recentemente lançou uma perspetiva diferente: se esta tendência de subida vai continuar, depende de o mercado conseguir ultrapassar três obstáculos. A sua estrutura de análise é bastante prática, apontando diretamente os riscos mais relevantes para 2026.
Primeiro obstáculo: o risco de liquidações em massa já diminuiu
Este obstáculo, de certa forma, já foi eliminado. Em 10 de outubro do ano passado, o mercado de criptomoedas sofreu uma grande queda, com pelo menos 20 mil milhões de dólares em posições de futuros a serem liquidadas nesse dia. Este evento levou a um pico de preocupação de que grandes market makers ou fundos de hedge pudessem ser forçados a fechar posições, o que pressionou os preços para baixo.
No entanto, com o fim de 2025, essas preocupações foram-se atenuando gradualmente. Hougan acredita que, sob esse ponto de vista, o mercado já passou pelo período mais perigoso. Isto também explica porque o início do ano foi relativamente estável — o risco de liquidações sistémicas deixou de ser uma ameaça iminente.
Segundo obstáculo: a incerteza na legislação dos EUA
Este é o verdadeiro fator de incerteza. Hougan destacou uma lei chamada «Clarity Act», uma proposta de estrutura regulatória para o mercado de criptomoedas, atualmente em tramitação no Congresso. Segundo as últimas notícias, o Senado planeia revisar essa lei a 15 de janeiro.
Embora pareça uma questão técnica, na realidade envolve várias questões sensíveis:
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A existência dessas divergências significa que a forma final da lei é bastante incerta. Se a legislação avançar numa direção favorável, pode beneficiar o mercado; caso contrário, pode criar novos riscos. A revisão do Senado a 15 de janeiro será uma janela importante de observação.
Terceiro obstáculo: o risco sistémico no mercado de ações
Este é o fator mais difícil de controlar. Hougan admite que o desempenho das criptomoedas não depende necessariamente do boom do mercado de ações. Mas alerta que, se o mercado de ações sofrer uma queda abrupta, isso poderá arrastar todos os ativos de risco, incluindo as criptomoedas, num curto espaço de tempo.
Em outras palavras, o mercado de criptomoedas pode ser forçado a seguir a tendência de queda, mesmo que, do ponto de vista fundamental, essa correlação não devesse existir. Este risco advém da reestruturação de carteiras por parte dos investidores — quando os ativos de risco caem, os investidores institucionais podem reduzir várias posições ao mesmo tempo para limitar perdas.
Sinais atuais do mercado
Informações recentes indicam que a atitude das instituições em relação ao mercado de criptomoedas está a mudar. O Bank of America permite que os consultores de riqueza recomendem até 4% de Bitcoin nas carteiras dos clientes, a Morgan Stanley planeia lançar ETFs de Bitcoin e Solana — todos sinais de que o setor financeiro tradicional está a aproximar-se do mercado cripto. O ETF de Solana à vista atingiu a maior entrada diária desde o seu lançamento (16,8 milhões de dólares), e o ETF de Solana da Bitwise (BSOL) já ultrapassou os 600 milhões de dólares em ativos sob gestão.
Estes dados mostram que, apesar dos desafios, a tendência de entrada de fundos institucionais é clara. O primeiro obstáculo (risco de liquidações) já foi superado, o segundo (legislação) está a ficar mais claro, e o terceiro (risco sistémico do mercado de ações) permanece como um fator de risco que não podemos controlar totalmente.
Resumo
O desempenho do mercado de criptomoedas em 2026 dependerá de como esses três obstáculos serão ultrapassados. O primeiro (risco de liquidações) já foi eliminado, dando uma base para a continuação do crescimento. O segundo (legislação) será esclarecido até meados de janeiro, sendo um ponto de risco crucial. O terceiro (risco sistémico do mercado de ações) é uma variável fora do controlo completo do mercado.
De modo geral, a estrutura de análise de Hougan é bastante clara: o mercado de criptomoedas não é simplesmente uma questão de otimismo ou pessimismo, mas sim de obstáculos a serem superados em múltiplas dimensões. O fluxo de fundos institucionais é um sinal positivo; contudo, os riscos políticos e sistémicos continuam presentes, sendo fatores de atenção. As datas-chave seguintes são a revisão do Senado a 15 de janeiro e os dados macroeconómicos mais amplos.
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Os três maiores desafios do mercado de criptomoedas em 2026: do risco de liquidação à incerteza regulatória
O mercado de criptomoedas para 2026 parece estar a começar bem, com o Bitcoin e o Ethereum a subir cerca de 7% desde o início do ano, e ativos especulativos como o Dogecoin a registarem aumentos ainda maiores. Mas o Diretor de Investimentos da Bitwise, Matt Hougan, recentemente lançou uma perspetiva diferente: se esta tendência de subida vai continuar, depende de o mercado conseguir ultrapassar três obstáculos. A sua estrutura de análise é bastante prática, apontando diretamente os riscos mais relevantes para 2026.
Primeiro obstáculo: o risco de liquidações em massa já diminuiu
Este obstáculo, de certa forma, já foi eliminado. Em 10 de outubro do ano passado, o mercado de criptomoedas sofreu uma grande queda, com pelo menos 20 mil milhões de dólares em posições de futuros a serem liquidadas nesse dia. Este evento levou a um pico de preocupação de que grandes market makers ou fundos de hedge pudessem ser forçados a fechar posições, o que pressionou os preços para baixo.
No entanto, com o fim de 2025, essas preocupações foram-se atenuando gradualmente. Hougan acredita que, sob esse ponto de vista, o mercado já passou pelo período mais perigoso. Isto também explica porque o início do ano foi relativamente estável — o risco de liquidações sistémicas deixou de ser uma ameaça iminente.
Segundo obstáculo: a incerteza na legislação dos EUA
Este é o verdadeiro fator de incerteza. Hougan destacou uma lei chamada «Clarity Act», uma proposta de estrutura regulatória para o mercado de criptomoedas, atualmente em tramitação no Congresso. Segundo as últimas notícias, o Senado planeia revisar essa lei a 15 de janeiro.
Embora pareça uma questão técnica, na realidade envolve várias questões sensíveis:
A existência dessas divergências significa que a forma final da lei é bastante incerta. Se a legislação avançar numa direção favorável, pode beneficiar o mercado; caso contrário, pode criar novos riscos. A revisão do Senado a 15 de janeiro será uma janela importante de observação.
Terceiro obstáculo: o risco sistémico no mercado de ações
Este é o fator mais difícil de controlar. Hougan admite que o desempenho das criptomoedas não depende necessariamente do boom do mercado de ações. Mas alerta que, se o mercado de ações sofrer uma queda abrupta, isso poderá arrastar todos os ativos de risco, incluindo as criptomoedas, num curto espaço de tempo.
Em outras palavras, o mercado de criptomoedas pode ser forçado a seguir a tendência de queda, mesmo que, do ponto de vista fundamental, essa correlação não devesse existir. Este risco advém da reestruturação de carteiras por parte dos investidores — quando os ativos de risco caem, os investidores institucionais podem reduzir várias posições ao mesmo tempo para limitar perdas.
Sinais atuais do mercado
Informações recentes indicam que a atitude das instituições em relação ao mercado de criptomoedas está a mudar. O Bank of America permite que os consultores de riqueza recomendem até 4% de Bitcoin nas carteiras dos clientes, a Morgan Stanley planeia lançar ETFs de Bitcoin e Solana — todos sinais de que o setor financeiro tradicional está a aproximar-se do mercado cripto. O ETF de Solana à vista atingiu a maior entrada diária desde o seu lançamento (16,8 milhões de dólares), e o ETF de Solana da Bitwise (BSOL) já ultrapassou os 600 milhões de dólares em ativos sob gestão.
Estes dados mostram que, apesar dos desafios, a tendência de entrada de fundos institucionais é clara. O primeiro obstáculo (risco de liquidações) já foi superado, o segundo (legislação) está a ficar mais claro, e o terceiro (risco sistémico do mercado de ações) permanece como um fator de risco que não podemos controlar totalmente.
Resumo
O desempenho do mercado de criptomoedas em 2026 dependerá de como esses três obstáculos serão ultrapassados. O primeiro (risco de liquidações) já foi eliminado, dando uma base para a continuação do crescimento. O segundo (legislação) será esclarecido até meados de janeiro, sendo um ponto de risco crucial. O terceiro (risco sistémico do mercado de ações) é uma variável fora do controlo completo do mercado.
De modo geral, a estrutura de análise de Hougan é bastante clara: o mercado de criptomoedas não é simplesmente uma questão de otimismo ou pessimismo, mas sim de obstáculos a serem superados em múltiplas dimensões. O fluxo de fundos institucionais é um sinal positivo; contudo, os riscos políticos e sistémicos continuam presentes, sendo fatores de atenção. As datas-chave seguintes são a revisão do Senado a 15 de janeiro e os dados macroeconómicos mais amplos.