Fluor Corporation (NYSE: FLR), uma gigante na engenharia e construção globais, teve um ano difícil. Enquanto o S&P 500 subiu 17% em 2025, as ações da Fluor despencaram 20% — uma divergência dolorosa que chocou muitos crentes de longo prazo na empresa.
Os danos aceleraram após a sua divulgação de resultados de 1 de agosto, que ficou aquém das expectativas. A gestão não apenas decepcionou; ela rebaixou as orientações para o ano inteiro e lançou bombas: grandes projetos de infraestrutura, como a Ponte Gordie Howe e contratos rodoviários no Texas, estavam sangrando dinheiro. Excesso de custos, falhas de projeto e atrasos na programação passaram a dominar a narrativa.
As consequências foram rápidas. Uma ação coletiva foi movida contra a empresa, alegando declarações “materialmente enganosas” sobre crescimento. Depois veio um acordo de $653 milhões com a Santos, uma empresa australiana de petróleo e gás, para resolver uma disputa amarga. Essa quantia foi registrada como receita, em vez de despesa, o que agravou ainda mais os números de receita da Fluor.
O Verdadeiro Problema: Colapso na Execução
Ao olhar por trás da superfície, o problema central surge claramente — a Fluor perdeu o controle dos seus maiores contratos. O backlog da empresa, um indicador de receita futura, encolheu por quatro trimestres consecutivos. A gestão não está conquistando novos mega-acordos na mesma velocidade em que conclui os antigos.
Aqui está a realidade financeira:
Métricas de Desempenho de 2025:
Receita do Q2 caiu 6% em relação ao ano anterior
Receita do Q3 caiu 18% em relação ao ano anterior (impacto do acordo com Santos)
EBITDA ajustado virou negativo no Q2 (queda de 42% YoY)
O backlog caiu 10% no Q3 comparado ao ano passado
Contexto de 2024:
A receita da Fluor cresceu apenas 5% em 2024
EBITDA ajustado encolheu 14%, apesar dos ganhos de receita
O backlog contraiu 3% no Q4 de 2024
A empresa respondeu mudando deliberadamente para contratos menores e de menor risco — uma mudança estratégica para reconstruir credibilidade, mas também um sinal de que recuou de grandes projetos de infraestrutura.
Distração com NuScale e Pressão de Ativistas
Há outro fator: a participação de 39% da Fluor na NuScale Power (NYSE: SMR), que desenvolve pequenos reatores modulares. O investimento da empresa distraiu a liderança durante um período crítico, quando os problemas de execução se acumulavam.
Entrou a Starboard Value, um investidor ativista que conquistou quase 5% da Fluor em outubro. A firma ativista está pressionando fortemente por uma coisa: monetizar a posição na NuScale. Seja por vendas no mercado aberto ou por uma cisão isenta de impostos, desbloquear esse capital poderia financiar recompras agressivas de ações enquanto a ação permanece em avaliações deprimidas.
Esse potencial catalisador de mais de $4 bilhões poderia mudar o jogo para os acionistas.
Por que a Ação Pode se Recuperar
Apesar do caos, a Fluor não parece estar terminalmente quebrada. Aqui está o caso otimista:
A avaliação está profundamente descontada: Com um múltiplo de 9x o EBITDA esperado para o próximo ano (analistas prevêem crescimento de 10% do EBITDA em 2026) e menos de 1x as vendas futuras, o valor da empresa está em apenas $4,5 bilhões. Isso é barato para uma empresa do porte da Fluor.
A trajetória de recuperação é visível: Os analistas esperam que a receita e o EBITDA de 2025 declinem 4% e 19%, respectivamente, mas 2026 deve ver um aumento de 7% na receita e uma expansão de 10% no EBITDA, à medida que a empresa se estabiliza.
Múltiplos catalisadores estão por vir: Se a Fluor resolver seus problemas de execução, reiniciar o crescimento do backlog e desbloquear o valor da NuScale, o mercado pode reavaliar a ação significativamente para cima.
O Caminho a Seguir
Nos próximos 12 meses, o destino da Fluor dependerá da execução. A empresa precisa provar que consegue gerenciar os projetos problemáticos restantes sem surpresas adicionais, conquistar novos contratos que restabeleçam a confiança e encontrar uma maneira inteligente de monetizar suas participações na NuScale.
Uma alta espetacular parece improvável — a empresa perdeu muita confiança. Mas uma recuperação gradual é plausível se ela cumprir esses pontos. A baixa avaliação oferece proteção contra perdas, e o envolvimento de ativistas sugere que alguém vê valor oculto.
A verdadeira questão não é se a Fluor vai decolar, mas se ela consegue estabilizar-se e recuperar credibilidade junto de investidores e clientes.
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Ações da Fluor sob pressão: a gigante da engenharia vai recuperar?
O Trope de 2025
Fluor Corporation (NYSE: FLR), uma gigante na engenharia e construção globais, teve um ano difícil. Enquanto o S&P 500 subiu 17% em 2025, as ações da Fluor despencaram 20% — uma divergência dolorosa que chocou muitos crentes de longo prazo na empresa.
Os danos aceleraram após a sua divulgação de resultados de 1 de agosto, que ficou aquém das expectativas. A gestão não apenas decepcionou; ela rebaixou as orientações para o ano inteiro e lançou bombas: grandes projetos de infraestrutura, como a Ponte Gordie Howe e contratos rodoviários no Texas, estavam sangrando dinheiro. Excesso de custos, falhas de projeto e atrasos na programação passaram a dominar a narrativa.
As consequências foram rápidas. Uma ação coletiva foi movida contra a empresa, alegando declarações “materialmente enganosas” sobre crescimento. Depois veio um acordo de $653 milhões com a Santos, uma empresa australiana de petróleo e gás, para resolver uma disputa amarga. Essa quantia foi registrada como receita, em vez de despesa, o que agravou ainda mais os números de receita da Fluor.
O Verdadeiro Problema: Colapso na Execução
Ao olhar por trás da superfície, o problema central surge claramente — a Fluor perdeu o controle dos seus maiores contratos. O backlog da empresa, um indicador de receita futura, encolheu por quatro trimestres consecutivos. A gestão não está conquistando novos mega-acordos na mesma velocidade em que conclui os antigos.
Aqui está a realidade financeira:
Métricas de Desempenho de 2025:
Contexto de 2024:
A empresa respondeu mudando deliberadamente para contratos menores e de menor risco — uma mudança estratégica para reconstruir credibilidade, mas também um sinal de que recuou de grandes projetos de infraestrutura.
Distração com NuScale e Pressão de Ativistas
Há outro fator: a participação de 39% da Fluor na NuScale Power (NYSE: SMR), que desenvolve pequenos reatores modulares. O investimento da empresa distraiu a liderança durante um período crítico, quando os problemas de execução se acumulavam.
Entrou a Starboard Value, um investidor ativista que conquistou quase 5% da Fluor em outubro. A firma ativista está pressionando fortemente por uma coisa: monetizar a posição na NuScale. Seja por vendas no mercado aberto ou por uma cisão isenta de impostos, desbloquear esse capital poderia financiar recompras agressivas de ações enquanto a ação permanece em avaliações deprimidas.
Esse potencial catalisador de mais de $4 bilhões poderia mudar o jogo para os acionistas.
Por que a Ação Pode se Recuperar
Apesar do caos, a Fluor não parece estar terminalmente quebrada. Aqui está o caso otimista:
A avaliação está profundamente descontada: Com um múltiplo de 9x o EBITDA esperado para o próximo ano (analistas prevêem crescimento de 10% do EBITDA em 2026) e menos de 1x as vendas futuras, o valor da empresa está em apenas $4,5 bilhões. Isso é barato para uma empresa do porte da Fluor.
A trajetória de recuperação é visível: Os analistas esperam que a receita e o EBITDA de 2025 declinem 4% e 19%, respectivamente, mas 2026 deve ver um aumento de 7% na receita e uma expansão de 10% no EBITDA, à medida que a empresa se estabiliza.
Múltiplos catalisadores estão por vir: Se a Fluor resolver seus problemas de execução, reiniciar o crescimento do backlog e desbloquear o valor da NuScale, o mercado pode reavaliar a ação significativamente para cima.
O Caminho a Seguir
Nos próximos 12 meses, o destino da Fluor dependerá da execução. A empresa precisa provar que consegue gerenciar os projetos problemáticos restantes sem surpresas adicionais, conquistar novos contratos que restabeleçam a confiança e encontrar uma maneira inteligente de monetizar suas participações na NuScale.
Uma alta espetacular parece improvável — a empresa perdeu muita confiança. Mas uma recuperação gradual é plausível se ela cumprir esses pontos. A baixa avaliação oferece proteção contra perdas, e o envolvimento de ativistas sugere que alguém vê valor oculto.
A verdadeira questão não é se a Fluor vai decolar, mas se ela consegue estabilizar-se e recuperar credibilidade junto de investidores e clientes.