A economia é complexa, e os eleitores frequentemente creditam ou responsabilizam o presidente em exercício pelas condições económicas — mas a realidade é mais subtil. Enquanto o Federal Reserve, o Congresso e fatores globais desempenham papéis enormes na formação dos resultados económicos, as políticas presidenciais também importam. A questão não é se os presidentes controlam a economia, mas sim: quais administrações conseguiram oferecer um crescimento significativo do PIB dos EUA, criação de empregos e preços estáveis?
Vamos cortar o ruído e olhar para os números que realmente importam.
A História do Crescimento do PIB: Quem Realmente Entregou?
Quando se trata do crescimento do PIB dos EUA, os vencedores e os perdedores tornam-se imediatamente claros:
Os destaques:
Jimmy Carter (1977-81): crescimento médio anual de 4,6% — o mais alto nesta lista, apesar do pesadelo da estagflação
Joe Biden (2021-25): crescimento de 3,2% do PIB, o segundo mais alto apesar dos obstáculos na recuperação da pandemia
Gerald Ford (1974-77): 2,8% de crescimento durante um período de recessão brutal
LBJ (1963-69) e Donald Trump (2017-21): ambos com 2,6%, sólidos mas não excepcionais
As decepções:
George W. Bush (2001-09): crescimento negativo de 1,2% do PIB — o único presidente nesta lista com crescimento negativo, devido à Grande Recessão
Bill Clinton (1993-2001): apenas 0,3%, apesar da prosperidade percebida
George H.W. Bush (1989-93): 0,7% — mal mexeu na agulha
A conclusão? O crescimento do PIB dos EUA depende fortemente de quando assume o cargo e das crises que herda. Carter teve o maior crescimento, mas não conseguiu escapar à inflação. Biden recuperou rapidamente, mas enfrentou pressões de preços.
A Troca entre Inflação e Desemprego: As Batalhas Ocultas
Os livros de economia ensinam a Curva de Phillips: quando o desemprego cai, a inflação sobe. Aqui está como cada presidente navegou por essa tensão:
Cenários de pesadelo de inflação:
Carter (1977-81): inflação de 11,8% — devastadora
Nixon (1969-74): inflação de 10,9% — fora de controle
LBJ (1963-69): 4,4% — moderada pelos padrões atuais
Biden (2021-25): 5,0% — a pior desde Carter, mas em tendência de queda
Melhores registros de desemprego:
LBJ: 3,4% — praticamente pleno emprego
Clinton: 4,2% — mercado de trabalho forte
Biden e Obama: ambos em torno de 4,7-4,8% — sólidos
Piores registros de desemprego:
George W. Bush: 7,8% — consequências da Grande Recessão
Ford: 7,5% — desastre de dígito duplo herdado de Nixon
Carter: 7,4% — a estagflação afetou tanto empregos quanto preços
Renda Disponível Real: O Que Realmente Importou para as Carteiras
Remova a inflação e veja o que os americanos realmente podiam comprar — a renda disponível real per capita conta a história verdadeira:
Biden: $51.822 — mais alto da lista
Trump: $48.286 — segundo mais alto
Obama: $42.914 — melhoria constante após a recessão
George W. Bush: $37.814 — a Grande Recessão destruiu o poder de compra
Reagan: $27.080 — desempenho médio sólido
LBJ: $17.181 — mais baixo da lista, mas de uma era completamente diferente
O padrão é claro: apesar das preocupações com a inflação, os americanos acabaram com mais poder de compra real sob administrações recentes do que sob presidentes anteriores — embora isso seja parcialmente devido ao crescimento econômico geral ao longo de décadas.
Pobreza e Desigualdade: A Medida de Prosperidade Compartilhada
Aqui é onde os números ficam desconfortáveis:
Melhores registros de pobreza:
Clinton: 11,3% — mais baixo nesta lista
Trump: 11,9% (empate com Ford) — segundo mais baixo
Ford: 11,9% — empatado com Trump
Piores registros de pobreza:
George H.W. Bush: 14,5% — mais alto
Obama: 14,0% — segundo mais alto, herdado da Grande Recessão
Carter: 13,0% — a estagflação afetou mais os mais pobres
Nixon, Reagan e George W. Bush apresentaram taxas de pobreza em torno de 12-13%. A verdade desconfortável: a política presidencial pode importar menos para a redução da pobreza do que forças econômicas estruturais.
O Veredicto Final: Desempenho Econômico ao Longo das Eras
Comparar presidentes de forma justa significa reconhecer o timing. Carter teve o maior crescimento do PIB dos EUA, mas a pior inflação. Bush teve o pior crescimento (negativo), mas a menor inflação. Biden alcançou o segunda maior crescimento do PIB enquanto lidava com a inflação herdada.
A verdadeira lição? A economia é maior do que qualquer presidente. Choques globais de petróleo, decisões do Federal Reserve e crises herdadas importam tanto quanto as políticas. Dito isto, presidentes que geriram tanto crescimento quanto inflação (Reagan, Clinton) ou que se recuperaram rapidamente de desastres (Obama, Biden) mostram que a liderança pode influenciar os resultados.
Quando os eleitores vão às urnas, devem lembrar-se: a economia importa, mas o contexto também. Um presidente que consegue 2% de crescimento durante uma era de boom pode ter feito menos do que um que alcança o mesmo crescimento enquanto sai de uma recessão.
Os números não mentem — mas exigem interpretação.
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Quais Presidentes Contribuíram para o Crescimento Real do PIB dos EUA? Comparando os Registos Económicos de LBJ a Biden
A economia é complexa, e os eleitores frequentemente creditam ou responsabilizam o presidente em exercício pelas condições económicas — mas a realidade é mais subtil. Enquanto o Federal Reserve, o Congresso e fatores globais desempenham papéis enormes na formação dos resultados económicos, as políticas presidenciais também importam. A questão não é se os presidentes controlam a economia, mas sim: quais administrações conseguiram oferecer um crescimento significativo do PIB dos EUA, criação de empregos e preços estáveis?
Vamos cortar o ruído e olhar para os números que realmente importam.
A História do Crescimento do PIB: Quem Realmente Entregou?
Quando se trata do crescimento do PIB dos EUA, os vencedores e os perdedores tornam-se imediatamente claros:
Os destaques:
As decepções:
A conclusão? O crescimento do PIB dos EUA depende fortemente de quando assume o cargo e das crises que herda. Carter teve o maior crescimento, mas não conseguiu escapar à inflação. Biden recuperou rapidamente, mas enfrentou pressões de preços.
A Troca entre Inflação e Desemprego: As Batalhas Ocultas
Os livros de economia ensinam a Curva de Phillips: quando o desemprego cai, a inflação sobe. Aqui está como cada presidente navegou por essa tensão:
Cenários de pesadelo de inflação:
Melhores registros de desemprego:
Piores registros de desemprego:
Renda Disponível Real: O Que Realmente Importou para as Carteiras
Remova a inflação e veja o que os americanos realmente podiam comprar — a renda disponível real per capita conta a história verdadeira:
O padrão é claro: apesar das preocupações com a inflação, os americanos acabaram com mais poder de compra real sob administrações recentes do que sob presidentes anteriores — embora isso seja parcialmente devido ao crescimento econômico geral ao longo de décadas.
Pobreza e Desigualdade: A Medida de Prosperidade Compartilhada
Aqui é onde os números ficam desconfortáveis:
Melhores registros de pobreza:
Piores registros de pobreza:
Nixon, Reagan e George W. Bush apresentaram taxas de pobreza em torno de 12-13%. A verdade desconfortável: a política presidencial pode importar menos para a redução da pobreza do que forças econômicas estruturais.
O Veredicto Final: Desempenho Econômico ao Longo das Eras
Comparar presidentes de forma justa significa reconhecer o timing. Carter teve o maior crescimento do PIB dos EUA, mas a pior inflação. Bush teve o pior crescimento (negativo), mas a menor inflação. Biden alcançou o segunda maior crescimento do PIB enquanto lidava com a inflação herdada.
A verdadeira lição? A economia é maior do que qualquer presidente. Choques globais de petróleo, decisões do Federal Reserve e crises herdadas importam tanto quanto as políticas. Dito isto, presidentes que geriram tanto crescimento quanto inflação (Reagan, Clinton) ou que se recuperaram rapidamente de desastres (Obama, Biden) mostram que a liderança pode influenciar os resultados.
Quando os eleitores vão às urnas, devem lembrar-se: a economia importa, mas o contexto também. Um presidente que consegue 2% de crescimento durante uma era de boom pode ter feito menos do que um que alcança o mesmo crescimento enquanto sai de uma recessão.
Os números não mentem — mas exigem interpretação.