Recentemente, há um fenômeno interessante — enquanto todos focam nas oscilações do preço do Bitcoin, uma profunda transformação na camada fundamental da blockchain raramente é mencionada. Essa mudança diz respeito a uma questão fundamental: como fazer com que ativos financeiros tradicionais migrem suavemente para a blockchain, protegendo segredos comerciais e atendendo aos requisitos regulatórios.
Falando nisso, há um projeto que merece atenção. Ele não segue o caminho das memecoins de enriquecimento rápido, mas trabalha de forma sólida na infraestrutura — resolvendo as duas maiores dificuldades enfrentadas pelas instituições financeiras ao colocarem ativos na blockchain.
Imagine um cenário assim: um grande fundo quer colocar ativos de dívida ou ações, avaliados em bilhões, na blockchain, buscando transparência e eficiência. Mas surgem problemas. A primeira armadilha é a exposição de dados. Em blockchains públicas como Ethereum, quem participa das transações, os valores envolvidos e os preços de negociação podem ser vistos por concorrentes. Para instituições que lidam com grandes volumes, isso equivale a colocar suas informações confidenciais na mesa. A segunda armadilha é ainda mais complexa — conflitos de conformidade. Os sistemas tradicionais de KYC e combate à lavagem de dinheiro já são bastante rigorosos, enquanto muitas blockchains enfatizam o anonimato, o que é justamente o oposto.
Esse é o ponto crucial. Um projeto utiliza técnicas de criptografia como provas de conhecimento zero para encontrar uma solução. Sua abordagem é bastante engenhosa: as transações são criptografadas externamente, e as informações entre os participantes permanecem invisíveis, mas as autoridades reguladoras possuem uma "chave de privilégio" que lhes permite verificar se todo o processo está em conformidade, quando necessário. Em outras palavras, é como fazer uma leilão secreto em uma sala privada, onde o conteúdo é confidencial, mas os responsáveis podem verificar a conformidade a qualquer momento.
Essa estratégia ataca diretamente as dores das grandes instituições financeiras tradicionais. Porque o que mais temem não são riscos tecnológicos, mas riscos regulatórios. Se existir uma plataforma que possa proteger sua privacidade e ainda passar por inspeções regulatórias, a resistência para colocar ativos na blockchain será significativamente menor. O mercado de tokenização de ativos, avaliado em centenas de bilhões ou até trilhões de dólares, pode realmente estar prestes a decolar.
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GasOptimizer
· 8h atrás
ngl Zero Knowledge Proofs (Provas de Conhecimento Zero) são realmente essenciais, mas por que é que este tipo de projetos nunca tem a mesma popularidade que as meme coins?
As instituições realmente precisam de soluções integradas de privacidade e conformidade, caso contrário, como é que se atrevem a colocar na blockchain?
Espera aí, o conceito de "chave de privilégio" não vai acabar por se transformar na mesma coisa que o sistema centralizado?
O mercado de trilhões é realmente tentador, mas na implementação, certamente haverá muitas discussões e obstáculos.
Infraestrutura é que é a verdadeira prioridade a longo prazo, quem entende, entende.
Zero-knowledge proofs parecem promissores, mas ainda tenho algumas preocupações... Essa "chave de privilégio" é realmente segura?
A questão de colocar o sistema financeiro tradicional na blockchain já deveria ter avançado há muito tempo, mas há muitas "demonstrações de conformidade" que acabam restringindo a inovação.
Então, qual projeto é esse? Qual é o nome?
No que diz respeito à transparência de dados de grandes transações, realmente é o maior ponto fraco das blockchains públicas, sem dúvida.
Espera aí, a "chave de privilégio" das autoridades reguladoras... isso ainda não é centralizado? Parece que estamos voltando ao mesmo caminho de sempre.
Mercados de trilhões e mais, já estamos cansados de ouvir isso. Primeiro, vamos ver se realmente consegue ser implementado de fato.
Essa lógica na verdade é como colocar uma roupa de blockchain na centralização, né? Como é que ainda não resolvemos o problema fundamental?
Recentemente, há um fenômeno interessante — enquanto todos focam nas oscilações do preço do Bitcoin, uma profunda transformação na camada fundamental da blockchain raramente é mencionada. Essa mudança diz respeito a uma questão fundamental: como fazer com que ativos financeiros tradicionais migrem suavemente para a blockchain, protegendo segredos comerciais e atendendo aos requisitos regulatórios.
Falando nisso, há um projeto que merece atenção. Ele não segue o caminho das memecoins de enriquecimento rápido, mas trabalha de forma sólida na infraestrutura — resolvendo as duas maiores dificuldades enfrentadas pelas instituições financeiras ao colocarem ativos na blockchain.
Imagine um cenário assim: um grande fundo quer colocar ativos de dívida ou ações, avaliados em bilhões, na blockchain, buscando transparência e eficiência. Mas surgem problemas. A primeira armadilha é a exposição de dados. Em blockchains públicas como Ethereum, quem participa das transações, os valores envolvidos e os preços de negociação podem ser vistos por concorrentes. Para instituições que lidam com grandes volumes, isso equivale a colocar suas informações confidenciais na mesa. A segunda armadilha é ainda mais complexa — conflitos de conformidade. Os sistemas tradicionais de KYC e combate à lavagem de dinheiro já são bastante rigorosos, enquanto muitas blockchains enfatizam o anonimato, o que é justamente o oposto.
Esse é o ponto crucial. Um projeto utiliza técnicas de criptografia como provas de conhecimento zero para encontrar uma solução. Sua abordagem é bastante engenhosa: as transações são criptografadas externamente, e as informações entre os participantes permanecem invisíveis, mas as autoridades reguladoras possuem uma "chave de privilégio" que lhes permite verificar se todo o processo está em conformidade, quando necessário. Em outras palavras, é como fazer uma leilão secreto em uma sala privada, onde o conteúdo é confidencial, mas os responsáveis podem verificar a conformidade a qualquer momento.
Essa estratégia ataca diretamente as dores das grandes instituições financeiras tradicionais. Porque o que mais temem não são riscos tecnológicos, mas riscos regulatórios. Se existir uma plataforma que possa proteger sua privacidade e ainda passar por inspeções regulatórias, a resistência para colocar ativos na blockchain será significativamente menor. O mercado de tokenização de ativos, avaliado em centenas de bilhões ou até trilhões de dólares, pode realmente estar prestes a decolar.