Web 3.0 do bastidor para os holofotes: por que uma década de silêncio explodiu em 2021

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Geração de resumo em curso

A conceção de Web 3, que surgiu em 2014, só começou a captar atenção real do mercado em 2021. A resposta é bastante simples — ela precisava de tempo para criar condições e terreno fértil. Quando a onda de tokens não fungíveis (NFTs) varreu o mundo, e quando o conceito de metaverso passou de ficção científica a um foco de investimento, o Web 3, como uma arquitetura de rede descentralizada baseada em tecnologia blockchain, finalmente encontrou seu momento histórico.

A verdadeira força motriz do Web 3: a onda de NFTs e o apelo da descentralização

Num mercado tradicional de jogos que já movimenta centenas de milhões de dólares, os jogos Web 3 surgiram com um modelo econômico único. Os jogadores deixaram de ser apenas consumidores e passaram a ser detentores de ativos — equipamentos, personagens, skins dentro do jogo podem ser negociados e monetizados como NFTs. Essa conceção de ativos de jogo negociáveis e que geram renda tornou natural a adoção de jogos Web 3.

Ao mesmo tempo, uma força de mudança mais profunda estava a emergir: uma reflexão sobre o poder das grandes empresas de tecnologia. Atualmente, o ecossistema global da internet é dominado por poucos gigantes como Google, Meta (antiga Facebook), que controlam dados de usuários, decidem o conteúdo e direcionam a transformação do setor. Nos últimos anos, essa concentração de poder despertou atenção regulatória global — notícias falsas, fraudes que prejudicam usuários, violações de privacidade tornaram-se problemas graves. O Web 3 surge como uma resposta, buscando romper essa estrutura de poder centralizado e devolver o controle aos usuários.

As três fases da evolução da Web: de páginas estáticas ao futuro descentralizado

Para entender por que o Web 3 é considerado uma revolução, é preciso revisitar a evolução da internet.

Web 1.0 foi baseada em páginas estáticas, predominantemente sites pessoais e plataformas de publicação de informações. Os usuários tinham um papel passivo — apenas navegavam e consumiam conteúdo. Quando o site parava de ser atualizado, eles perdiam o motivo de voltar.

Web 2.0 trouxe a revolução da interatividade e dinamismo. Blogs permitiram que qualquer pessoa publicasse conteúdo, fizesse uploads e atualizasse informações continuamente. Os visitantes podiam comentar, dar feedback, influenciando até decisões de negócios. Essa era dos gigantes como Facebook, Google, Amazon, YouTube — plataformas que controlam o fluxo de tráfego, agregam dados de usuários e definem o modelo de negócios da internet moderna.

Web 3 apresenta um cenário completamente diferente. Baseado em blockchain descentralizado, não depende de servidores ou controle de uma única empresa. Quando essa nova arquitetura ganhou destaque em 2021, as pessoas perceberam que não era apenas uma evolução tecnológica, mas um desafio à estrutura de poder da internet.

Os três valores centrais do Web 3: descentralização, propriedade de ativos e autonomia operacional

Por que o Web 3 merece atenção? Sua força motriz está em três dimensões.

Primeiro, a descentralização traz confiabilidade e acessibilidade. Quando a rede é impulsionada por blockchain distribuído, e não controlada por uma única empresa, o sistema torna-se mais resiliente. Conversas, transações, dados deixam de ser monopolizados por gigantes tecnológicos e passam a estar dispersos em uma rede aberta de computadores conectados. Isso reduz riscos de abuso de privacidade e quebra a concentração excessiva de dados em poucas mãos. Os usuários deixam de ser apenas receptores passivos das regras das plataformas e passam a participar da governança da rede.

Segundo, o mecanismo de propriedade de ativos gera oportunidades de lucro. Criar conteúdo no espaço Web 3 permite que você realmente detenha e controle suas criações. Seus produtos e serviços podem ser tokenizados, e os usuários podem ser incentivados por ajudar a administrar e manter protocolos. Os NFTs exemplificam esse mecanismo — são provas de propriedade digital baseadas em blockchain, semelhantes a títulos de propriedade de imóveis físicos. Seja em terras virtuais, colecionáveis de jogos (personagens, skins, armas), ou obras de arte digitais, esses ativos têm propriedade real e valor de troca. Ainda mais interessante, esses ativos digitais podem ser fracionados e compartilhados — qualquer pessoa pode comprar uma parte de uma obra de arte famosa, por exemplo, e essas partes podem ser tokenizadas e negociadas livremente em plataformas Web 3.

Terceiro, a possibilidade de operar sem confiança e de forma autônoma. As características nativas do blockchain — registro e validação de dados confiáveis — formam a base para construir uma nova rede global. Nesse ambiente, uma rede de computadores interligados pode comunicar-se, registrar e validar dados automaticamente. Os usuários controlam totalmente suas informações, e transações podem ocorrer ponto a ponto, sem intermediários. Essa operação autônoma é compatível com a lógica de funcionamento das criptomoedas — a própria rede consegue impedir ações maliciosas de agentes mal-intencionados.

Oportunidades e dúvidas: diferentes opiniões sobre o desenvolvimento do Web 3

Porém, o futuro do Web 3 é alvo de opiniões diversas e tensões no setor.

Jack Dorsey, fundador do Twitter, já declarou que Web 3 pode ser apenas um jogo de transferência de poder pelos capitalistas de risco. Elon Musk, CEO da Tesla, também expressou ceticismo, vendo isso mais como uma estratégia de marketing do que uma inovação real.

Por outro lado, Sundar Pichai, CEO da Alphabet Inc. (controladora do Google), tem uma visão diferente. Ele apoia a tecnologia blockchain e afirmou que a empresa busca contribuir para o crescimento do setor — indicando que os gigantes de tecnologia também estão reavaliando o potencial do Web 3.

Essas opiniões conflitantes refletem uma dúvida profunda: o Web 3 realmente descentralizará o poder ou apenas transferirá esse poder dos gigantes tecnológicos para os capitalistas de risco envolvidos na blockchain?

O Web 3 ainda está na fase inicial: desafios de transformar conceito em implementação a longo prazo

Na prática, o desenvolvimento do Web 3 ainda está na infância, cheio de incertezas. Apesar de existirem algumas aplicações Web 3 e de muitos projetos em andamento, suas infraestruturas ainda são relativamente abstratas e incompletas. Ainda não vimos todo o potencial do ecossistema Web 3 se concretizar, nem podemos prever exatamente qual será sua forma final.

No entanto, para muitos, o futuro do Web 3 ainda é promissor. Em comparação com o modelo Web 2, que concentra o poder em poucas empresas, a visão descentralizadora do Web 3 oferece controle e oportunidades de lucro inéditas para usuários comuns — uma razão suficiente para sustentar uma longa experiência. Independentemente de o Web 3 alcançar ou não seus ideais, essa reflexão e reestruturação do poder na internet já se tornaram uma questão inevitável no desenvolvimento da rede.

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