Ex-CEO da BitMEX, Arthur Hayes, chamou a atenção para um paradoxo interessante que se desenrola no mercado de criptomoedas. A atual queda no valor do BTC, que já vem acontecendo há semanas, com um valor de $67,56K e uma queda diária de -1,11%, ganhou uma nova interpretação sob a ótica dos indicadores macroeconômicos, e não dos fatores tradicionais de criptomoedas.
300 bilhões de dólares: como a liquidez está saindo dos mercados
Arthur Hayes destacou o fluxo maciço de capital que está deixando os mercados financeiros nas próximas semanas. De acordo com dados divulgados por plataformas analíticas como a ChainCatcher, cerca de 300 bilhões de dólares em liquidez foram retirados dos mercados. Este número não é aleatório — ele está diretamente correlacionado com a atividade do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo o especialista, a principal razão foi o acúmulo de caixa na Conta Geral do Tesouro (TGA), no valor de 200 bilhões de dólares. Essa conta, mantida pelo Federal Reserve, funciona praticamente como a “caixa” do governo americano. A expansão de seus saldos indica que as autoridades estão acumulando fundos para possíveis situações financeiras imprevistas ou atrasos nas negociações orçamentárias.
TGA e operações do Tesouro como motores dos movimentos de preço
As observações de Arthur Hayes revelam uma verdade profunda sobre a relação entre política fiscal e ativos de criptomoedas. Historicamente, o aumento de fundos nas contas do Tesouro sempre significou uma restrição de liquidez nos mercados amplos — ações caíam, títulos oscilavam, e ativos voláteis, incluindo criptomoedas, passavam por correções de baixa.
Por outro lado, quando o Tesouro retira fundos para gastos, isso injeta liquidez de volta ao mercado, criando um ambiente favorável para ativos de risco. Esse ciclo se repete com uma regularidade surpreendente, e o Bitcoin parece ser extremamente sensível a essas ondas macroeconômicas.
Por que o Bitcoin depende de fluxos de dólares, e não de notícias de criptomoedas
A conclusão de Arthur Hayes leva à reflexão: o Bitcoin muitas vezes é percebido como um ativo digital que evolui de acordo com suas próprias regras, mas na realidade ele está profundamente entrelaçado com os fluxos globais de dólares. Quando a variação da liquidez em dólares diminui drasticamente, como está acontecendo agora, mesmo as perspectivas mais otimistas do mercado cripto não impedem que os preços se ajustem.
Nesse contexto, a queda do BTC e de outros ativos de risco parece um fenômeno totalmente lógico e previsível. Essa é a opinião de Arthur Hayes, que enfatiza que a comunidade cripto deve prestar mais atenção aos indicadores macroeconômicos dos EUA do que às notícias internas do setor.
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Arthur Hayes identifica um fator macroeconómico que influencia a atual queda do Bitcoin
Ex-CEO da BitMEX, Arthur Hayes, chamou a atenção para um paradoxo interessante que se desenrola no mercado de criptomoedas. A atual queda no valor do BTC, que já vem acontecendo há semanas, com um valor de $67,56K e uma queda diária de -1,11%, ganhou uma nova interpretação sob a ótica dos indicadores macroeconômicos, e não dos fatores tradicionais de criptomoedas.
300 bilhões de dólares: como a liquidez está saindo dos mercados
Arthur Hayes destacou o fluxo maciço de capital que está deixando os mercados financeiros nas próximas semanas. De acordo com dados divulgados por plataformas analíticas como a ChainCatcher, cerca de 300 bilhões de dólares em liquidez foram retirados dos mercados. Este número não é aleatório — ele está diretamente correlacionado com a atividade do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo o especialista, a principal razão foi o acúmulo de caixa na Conta Geral do Tesouro (TGA), no valor de 200 bilhões de dólares. Essa conta, mantida pelo Federal Reserve, funciona praticamente como a “caixa” do governo americano. A expansão de seus saldos indica que as autoridades estão acumulando fundos para possíveis situações financeiras imprevistas ou atrasos nas negociações orçamentárias.
TGA e operações do Tesouro como motores dos movimentos de preço
As observações de Arthur Hayes revelam uma verdade profunda sobre a relação entre política fiscal e ativos de criptomoedas. Historicamente, o aumento de fundos nas contas do Tesouro sempre significou uma restrição de liquidez nos mercados amplos — ações caíam, títulos oscilavam, e ativos voláteis, incluindo criptomoedas, passavam por correções de baixa.
Por outro lado, quando o Tesouro retira fundos para gastos, isso injeta liquidez de volta ao mercado, criando um ambiente favorável para ativos de risco. Esse ciclo se repete com uma regularidade surpreendente, e o Bitcoin parece ser extremamente sensível a essas ondas macroeconômicas.
Por que o Bitcoin depende de fluxos de dólares, e não de notícias de criptomoedas
A conclusão de Arthur Hayes leva à reflexão: o Bitcoin muitas vezes é percebido como um ativo digital que evolui de acordo com suas próprias regras, mas na realidade ele está profundamente entrelaçado com os fluxos globais de dólares. Quando a variação da liquidez em dólares diminui drasticamente, como está acontecendo agora, mesmo as perspectivas mais otimistas do mercado cripto não impedem que os preços se ajustem.
Nesse contexto, a queda do BTC e de outros ativos de risco parece um fenômeno totalmente lógico e previsível. Essa é a opinião de Arthur Hayes, que enfatiza que a comunidade cripto deve prestar mais atenção aos indicadores macroeconômicos dos EUA do que às notícias internas do setor.