#深度创作营 Tiroteio, o mercado de criptomoedas primeiro a colapsar: Como o conflito no Médio Oriente revela o mito do “ouro digital”?



Um, os sons de explosões em Teerão e o Bitcoin a 64000 dólares
No dia 28 de fevereiro de 2026, hora local, uma série de explosões em Teerão rasgou o céu noturno do Médio Oriente. Israel lançou um ataque “preventivo” contra o Irão, enquanto os EUA realizaram ataques aéreos sincronizados. Trump afirmou que iria arrasar a indústria de mísseis do Irão, e Netanyahu apontou diretamente para a derrubada do regime iraniano.

Como resposta, o Irão prometeu retaliar “sem estabelecer qualquer linha vermelha” e fechou o espaço aéreo. Este conflito ocorre num momento crítico das negociações nucleares entre os EUA e o Irão, causando uma forte volatilidade nos mercados globais de commodities, enquanto no setor financeiro digital, uma “terremoto” ainda mais severo está a acontecer.
Nos plataformas de troca de criptomoedas, os dados em tempo real do setor principal de moedas são alarmantes: valor de mercado de 1,68 biliões de dólares, uma queda de 2,32% em 24 horas; volume de negociação de 12,71 bilhões de dólares, uma queda de 12,46%; o interesse de discussão caiu abruptamente 16,77% de um pico alto. Quanto às moedas específicas, BCH caiu 3,97%, LTC caiu 3,81%, DOGE caiu 3,75%, XRP caiu 3,04%, ETH caiu 2,88%, SOL caiu 2,69%, e até o considerado “ouro digital”, o Bitcoin, caiu 1,84%, rompendo a barreira de 65.000 dólares.
Este cenário contrasta fortemente com a perceção tradicional. Historicamente, quando há conflitos geopolíticos, ativos tradicionais de refúgio como ouro e dólar tendem a valorizar-se, mas o Bitcoin, conhecido como “ouro digital”, diverge do movimento do ouro, tornando-se uma “caixa de resgate” de ativos de risco. Isto levanta a questão: quando os tiros começam a soar, as criptomoedas são um refúgio seguro ou um amplificador de risco? Como este turbilhão no Médio Oriente irá remodelar a nossa perceção dos ativos digitais?

Dois, reação instantânea do mercado: de “ouro digital” a “caixa de resgate de risco”

1. Queda de preços e ondas de liquidação forçada
Após a notícia do conflito no Médio Oriente, a reação do mercado de criptomoedas foi quase instantânea. O preço do Bitcoin caiu mais de 3% em uma hora, chegando a romper os 63.500 dólares, com uma queda máxima de mais de 6% em 24 horas. As principais moedas como Ethereum e Solana também sofreram fortes quedas, ETH atingiu um mínimo de 1842 dólares, e SOL caiu mais de 10%. O mercado ficou devastado, com o medo a espalhar-se rapidamente entre os investidores. Ainda mais chocante são os dados de liquidação forçada. Segundo a CoinGlass, nas 24 horas após o início do conflito, mais de 150.000 traders foram forçados a liquidar posições, totalizando uma perda de 494 milhões de dólares, sendo que as posições longas sofreram perdas particularmente severas, com 437 milhões de dólares em liquidações. Este ciclo vicioso de “venda - queda - nova liquidação” mergulhou o mercado num buraco de liquidez, ampliando ainda mais a queda dos preços.
2. Divergência com ativos tradicionais de refúgio
Contrariamente à forte queda das criptomoedas, ativos tradicionais de refúgio como ouro e dólar tiveram um desempenho robusto nesta crise. O preço do ouro subiu, atingindo um recorde de 520 yuan por grama, e o maior ETF de ouro do mundo (SPDR) aumentou suas posições em 12 toneladas num único dia. O índice do dólar também valorizou, com fundos a retirarem-se de ativos de risco e a investirem em dólares e títulos do Tesouro dos EUA em busca de segurança. Esta divergência revelou a última máscara do “ouro digital” das criptomoedas.
Em início de 2022, durante o conflito Rússia-Ucrânia, o Bitcoin também subiu temporariamente devido às especulações de que fundos russos poderiam mover-se para criptomoedas, mas depois caiu 65% devido às agressivas subidas de juros do Federal Reserve. Nesta crise no Médio Oriente, o desempenho do Bitcoin expôs de forma mais direta a sua verdadeira natureza de ativo de risco — quando a liquidez se estreita e a apetência por risco diminui, ele não é um refúgio, mas uma “ferramenta de liquidez” que os investidores vendem prioritariamente para obter dinheiro.
3. Fragilidade da estrutura do mercado
Este colapso também revelou vulnerabilidades profundas na estrutura do mercado de criptomoedas.
Por um lado, o mercado depende fortemente de negociações alavancadas, com investidores a usar contratos com 50 a 100 vezes de alavancagem para amplificar ganhos, o que faz com que pequenas oscilações de preço possam desencadear liquidações em massa. Por outro lado, o comportamento de investidores institucionais intensifica a volatilidade. Os ETFs de Bitcoin lançados por BlackRock, Fidelity, entre outros, trazem liquidez ao mercado, mas em momentos de crise, a pressão de resgates dessas instituições pode levar a uma venda massiva de Bitcoin, criando um efeito de cascata.
Além disso, o Irão, como um importante centro de mineração de Bitcoin devido à sua eletricidade barata, foi afetado por cortes de energia em larga escala, o que não só impacta a capacidade de mineração, mas pode também forçar as mineradoras a venderem reservas de Bitcoin para cobrir custos operacionais, agravando ainda mais a pressão de venda no mercado.

Três, lições históricas: o percurso do desempenho das criptomoedas em conflitos geopolíticos

1. Conflito Rússia-Ucrânia: de subida temporária a queda prolongada
Em 24 de fevereiro de 2022, o conflito Rússia-Ucrânia eclodiu de forma total. No dia do início, o Bitcoin caiu de cerca de 39.000 dólares para 34.000 dólares, uma queda de quase 13%, enquanto Ethereum, Solana e outras moedas principais também despencaram. Muitos investidores, dominados pelo medo, migraram para ouro e dólares, evitando ativos digitais mais voláteis. Contudo, com as sanções financeiras ocidentais à Rússia, incluindo o congelamento de ativos do Banco Central russo, restrições às operações de reservas cambiais e a exclusão de alguns bancos do sistema SWIFT, as expectativas mudaram. O governo ucraniano arrecadou mais de 100 milhões de dólares em doações via criptomoedas, e a Rússia também utilizou criptomoedas para contornar sanções ocidentais. Assim, o papel do Bitcoin como ferramenta financeira alternativa foi reforçado, levando a uma recuperação para cerca de 45.000 dólares nos dias seguintes.
No entanto, a longo prazo, o conflito elevou os preços de energia na Europa, forçando o Federal Reserve a iniciar o ciclo de aumento de juros mais agressivo em quarenta anos, levando o Bitcoin a uma queda final de 65% em 2022.
Este caso demonstra que o impacto de conflitos geopolíticos nas criptomoedas é complexo: podem subir temporariamente por motivos de refúgio ou evasão de sanções, mas a tendência de fundo é influenciada pelo ambiente macroeconómico e pelas políticas monetárias.

2. Conflito Irão-Israel em 2024: fundos institucionais como estabilizadores
Durante o conflito entre Irão e Israel em abril de 2024, a volatilidade do Bitcoin foi de apenas ±3%, mostrando uma performance relativamente estável. Isto deve-se ao influxo de fundos institucionais, com o ETF de Bitcoin da BlackRock a receber 420 milhões de dólares em um único dia, atuando como um estabilizador de mercado. O sentimento de guerra foi diluído, e o mercado passou a focar mais em dados macroeconómicos e políticas regulatórias do que no conflito em si.
Este caso mostra que, com a maturidade do mercado de criptomoedas e a participação de investidores institucionais, o impacto de conflitos geopolíticos tende a diminuir. Contudo, o conflito no Médio Oriente de 2026 prova que, quando a escala e a intensidade do conflito excedem as expectativas, os fundos institucionais também podem retirar-se, levando a uma forte volatilidade.

3. Guerra de Nagorno-Karabakh: o impacto de acordos de cessar-fogo
Após o fim da guerra de Nagorno-Karabakh em 2020, o Bitcoin duplicou de valor em 30 dias. Isto indica que o fim de conflitos geopolíticos frequentemente desencadeia fluxos de capital, com o aumento do apetite por risco e o retorno do investimento em ativos de risco. Durante as negociações Rússia-Ucrânia em 2022, o Bitcoin caiu 12% devido às expectativas de aumento de juros do Federal Reserve, demonstrando que o ambiente macroeconómico continua a ser o fator principal na direção do mercado.

Quatro, lógica profunda: por que as criptomoedas se mostram tão frágeis neste conflito?
1. Efeito buraco negro de liquidez
O conflito no Médio Oriente é um típico evento “cisne negro”. A primeira reação dos investidores institucionais é resgatar dinheiro para lidar com a onda de resgates. Como ativos de alta liquidez, as criptomoedas são as primeiras a serem vendidas para obter dólares. Este efeito de “buraco negro de liquidez” faz com que o Bitcoin, que era considerado “ouro digital”, se transforme numa “caixa de resgate de risco”, com investidores a venderem prioritariamente criptomoedas para obter liquidez, e não como reserva de valor.
2. Diferenças essenciais na função de refúgio
O ouro tem uma posição de refúgio há milénios, devido às suas propriedades físicas estáveis, oferta limitada e valor reconhecido globalmente, tornando-se naturalmente um porto seguro em crises. As criptomoedas, por outro lado, dependem fortemente da confiança do mercado, da liquidez e da regulação. Quando a confiança do mercado colapsa, o valor das criptomoedas também evapora. Além disso, a proteção do ouro é incondicional, enquanto a das criptomoedas é condicional: só é considerada uma proteção contra a inflação e o risco soberano quando há liquidez abundante e um ambiente regulatório favorável. Em ambientes de liquidez restrita e apetência por risco reduzida, elas tornam-se ativos de alto risco.
3. Duplo impacto do ambiente macroeconómico
Atualmente, as divergências na política do Federal Reserve, a recuperação dos dados do PPI e as preocupações com a inflação aumentam as expectativas de subida de juros. Este ambiente de altas taxas de juro eleva o custo de oportunidade de manter Bitcoin, levando os investidores a preferirem dólares e títulos do Tesouro. Além disso, o ETF de Bitcoin à vista nos EUA tem registado quatro meses consecutivos de saída líquida, com mais de 4 mil milhões de dólares em recursos a saírem, pressionando ainda mais o mercado.
4. Incerteza regulatória e legal
A fragmentação das políticas regulatórias globais aumenta a incerteza no mercado de criptomoedas. A China proibiu claramente a negociação de criptomoedas, e a SEC dos EUA tem aumentado a sua fiscalização. Esta incerteza regulatória torna os investidores mais vulneráveis em momentos de crise, levando-os a vender criptomoedas com maior facilidade.

Cinco, impacto no mercado: de criptomoedas ao sistema financeiro global
1. Impacto a longo prazo no mercado de criptomoedas
Este conflito no Médio Oriente irá reforçar a perceção de que as criptomoedas são ativos de risco elevado. A narrativa do “ouro digital” será completamente desfeita, e os investidores passarão a avaliar de forma mais racional o valor e os riscos das criptomoedas.
Ao mesmo tempo, o mercado passará a focar mais em aplicações reais, como pagamentos transfronteiriços e finanças descentralizadas, em vez de especulação pura.
Além disso, esta queda acelerará a reorganização do mercado de criptomoedas. Projetos sem aplicações reais ou dependentes de especulação serão eliminados, enquanto projetos com valor real e conformidade se destacarão. O mercado tornará-se mais maduro e racional, com maior participação de investidores institucionais.
2. Lições para o sistema financeiro global
A forte queda do mercado de criptomoedas também serve de alerta para o sistema financeiro mundial. Demonstra que, na era da globalização e digitalização, os conflitos geopolíticos deixam de limitar-se aos mercados tradicionais e podem ser rapidamente transmitidos através de canais financeiros digitais. Os bancos centrais e reguladores devem reforçar a supervisão do mercado de criptomoedas para prevenir riscos sistémicos. Este evento também evidencia a importância dos ativos tradicionais de refúgio, como ouro e dólar, que continuam a ser “âncoras” em momentos de crise, enquanto as criptomoedas assumem um papel mais de instrumentos de alto risco. Os investidores devem diversificar os seus portfólios, equilibrando diferentes tipos de ativos para enfrentar as incertezas.
3. Recomendações estratégicas para investidores
Diante do cenário atual, os investidores devem adotar estratégias mais cautelosas. Primeiro, reconhecer a alta volatilidade e os riscos sistémicos das criptomoedas, evitando alavancagem excessiva e especulação cega. Segundo, diversificar os investimentos, combinando criptomoedas com ações, títulos e ouro, para evitar perdas catastróficas em caso de colapso de um mercado. Além disso, é importante acompanhar os dados macroeconómicos e as mudanças regulatórias, ajustando as estratégias de investimento em tempo útil. Em momentos de crise, manter a calma, evitar vendas por pânico e fazer hedge de riscos, como comprar opções de venda de Bitcoin.

Seis, redefinindo o futuro dos ativos digitais a partir do fogo cruzado
As explosões em Teerão já ficaram para trás, mas as ondas de choque que deixaram no mercado de criptomoedas ainda são fortes. Este turbilhão no Médio Oriente não só revelou a fragilidade do mercado de criptomoedas, como também nos fez reavaliar a essência e o futuro dos ativos digitais. As criptomoedas não são “ouro digital”; o seu valor depende da confiança do mercado e do ambiente de liquidez. Em momentos de crise, elas não são um refúgio, mas um amplificador de risco. Contudo, isso não significa que as criptomoedas não tenham futuro. Com avanços tecnológicos e maturidade do mercado, elas desempenharão um papel cada vez mais importante em pagamentos transfronteiriços, finanças descentralizadas e outros setores, tornando-se um complemento vital ao sistema financeiro global.
Para os investidores, é fundamental aprender com este episódio, avaliando racionalmente o valor e os riscos das criptomoedas. Ao construir portfólios, devem equilibrar diferentes ativos, aproveitando as oportunidades da economia digital, ao mesmo tempo que mantêm uma base sólida na finança tradicional. No futuro, os conflitos geopolíticos continuarão a ser variáveis importantes nos mercados globais. Não podemos prever quando ocorrerá o próximo “cisne negro”, mas podemos estar preparados, com uma postura mais racional e madura, para enfrentar as oscilações e desafios do mercado.

Que possamos manter a calma em todas as oscilações do mercado!
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WinTheWorldWithWisdovip
· 19m atrás
Feliz Ano Novo 🧧
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StylishKurivip
· 1h atrás
Para a Lua 🌕
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CryptoSocietyOfRhinoBrotherInvip
· 2h atrás
Mantenha-se firme no HODL💎
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CryptoSocietyOfRhinoBrotherInvip
· 2h atrás
Oscilação é oportunidade 📊
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Discoveryvip
· 2h atrás
Para a Lua 🌕
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LittleGodOfWealthPlutusvip
· 2h atrás
Reboundou! Reboundou! 😂😂
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HighAmbitionvip
· 3h atrás
Obrigado pela atualização de informações sobre criptomoedas.
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LiMovip
· 3h atrás
Feliz Ano Novo 🧨
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FatYa888vip
· 3h atrás
Feliz Ano Novo 🧨
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ybaservip
· 3h atrás
Desejando-lhe grande riqueza no Ano do Cavalo 🐴
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