A resposta da OPEP à crise de Hormuz foi adicionar 206.000 barris por dia de oferta extra.


20 milhões de barris por dia passam por esse estreito. Anunciaram 1% do problema.
Mas mesmo isso não resolve a verdadeira questão. Os países com capacidade de produção ociosa (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) o seu petróleo ainda tem que sair pelo mesmo canal bloqueado. Têm oleodutos que o contornam, mas esses oleodutos podem transportar talvez 2,6 milhões de barris por dia no total. O Iraque não tem bypass algum e já está offline.
Portanto, o plano que todos estão a confiar (A OPEP abre as torneiras, a lacuna é preenchida) só funciona se o petróleo realmente puder mover-se. Neste momento, não pode. Os cargueiros estão a evitar o estreito, as seguradoras retiraram a cobertura, e o desvio por África acrescenta pelo menos 2 semanas a cada entrega.
O mercado subiu entre 8-13% esta semana. O Goldman prevê $100 se isto durar cinco semanas. Ambos esses números assumem que a resposta de oferta realmente chega às refinarias.
Não importa quanto petróleo a Arábia Saudita possa produzir se não houver maneira de o transportar.
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