Trump vai bombardear o Irã em 24 horas? Forças americanas evacuam bases no Médio Oriente, Teerã alerta para retaliação

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Europeus confirmam a contagem decrescente para retirada em 24 horas

De acordo com a Reuters, fontes americanas confirmaram que as forças dos EUA estão a retirar parte do pessoal de bases no Médio Oriente. Isto ocorre após alertas de altos funcionários iranianos de que, se Washington lançar um ataque, Teerã retaliará atingindo bases militares americanas. Dois diplomatas europeus revelaram que a intervenção militar dos EUA é altamente provável de ocorrer nas próximas 24 horas. Um funcionário israelense também afirmou que Trump parece ter decidido intervir, embora o escopo e o momento exato ainda não sejam claros.

O prazo de 24 horas é extremamente raro na linguagem diplomática. Quando os oficiais dão uma previsão de tempo tão específica, geralmente significa que o deslocamento militar já foi concluído, aguardando apenas a decisão política final. A divulgação dessa informação por diplomatas europeus, em vez de americanos, pode ser uma estratégia para deixar Trump com espaço para negar ou testar a reação do mercado e da comunidade internacional. Se a pressão internacional se tornar excessiva, Trump ainda pode optar por adiar ou cancelar a ação.

Três diplomatas indicaram que a base aérea de Al Udeid, no Qatar, já recebeu notificações de retirada de alguns funcionários, embora ainda não haja sinais de uma evacuação em massa, como na véspera de ataques de mísseis iranianos no ano passado, quando grandes grupos de tropas foram transportados de ônibus para estádios ou centros comerciais. Essa contradição entre “pequenas evacuações” e a ausência de uma evacuação em grande escala pode refletir que o escopo da operação ainda não está finalizado ou que as forças americanas tentam manter a prontidão enquanto evitam expor suas intenções excessivamente.

Três sinais e contradições na retirada das forças americanas

Retirada na base de Qatar: alguns funcionários receberam aviso, mas em quantidade limitada

Europeus confirmam: dois diplomatas indicam a possibilidade de ação em 24 horas, uma previsão rara

Sem sinais de evacuação em massa: ausência de sinais de uma retirada em grande escala como na crise de 2022

Atualmente, os EUA mantêm uma forte presença no Médio Oriente, incluindo o Comando Central na base de Al Udeid e o Comando Naval 5 no Bahrein. Anteriormente, aliados do Irã no Líbano e na Síria sofreram derrotas, e a operação de 12 dias de Israel e dos EUA em junho passado abalou a credibilidade do governo iraniano. As sanções da ONU contra o programa nuclear do Irã foram reativadas, agravando a crise econômica local. Essa pressão múltipla deixou o regime iraniano extremamente vulnerável.

NBC revela que Trump quer ação rápida e objetivo de destruir o regime

Sobre uma possível intervenção militar, a NBC News revelou que Trump já informou claramente sua equipe de segurança nacional de que, se os EUA atacarem o Irã, o objetivo deve ser um golpe rápido e decisivo contra o regime, visando causar um dano severo, e não uma guerra prolongada de semanas ou meses. Fontes próximas disseram que Trump enfatizou que a ação deve ser completa, mas seus conselheiros ainda não conseguiram garantir que um ataque aéreo possa derrubar rapidamente o governo iraniano.

A exigência de Trump por uma “vitória rápida” reflete sua postura consistente quanto à intervenção no Médio Oriente. Durante seu primeiro mandato, criticou várias vezes a guerra do Iraque sob Bush e a intervenção na Líbia sob Obama, alegando que esses conflitos custaram muito dinheiro e não atingiram objetivos claros. Trump quer evitar repetir esses erros: se agir, deve ser com um golpe mortal, derrubando o regime iraniano e retirando-se rapidamente, sem se envolver em uma ocupação prolongada.

Porém, essa aspiração de vitória rápida enfrenta uma grande disparidade com a realidade militar. Derrubar um regime com dezenas de milhares de soldados e milícias é muito mais complexo do que destruir alguns centros nucleares ou bases militares. Mesmo que um ataque elimine os líderes iranianos, quem preencherá o vácuo de poder? As Guardas Revolucionárias irão se render ou resistirão? Os militantes xiitas irão se dissolver ou retaliar? Essas perguntas não têm respostas simples.

Funcionários americanos também estão preocupados com a possibilidade de que os EUA ainda não tenham implantado recursos defensivos suficientes na região para responder a uma retaliação iraniana, o que torna a decisão cheia de incertezas. O Irã possui uma vasta quantidade de mísseis balísticos e de cruzeiro capazes de atingir bases americanas em toda a região. Além disso, grupos aliados no Iraque, Síria e Iêmen podem lançar ataques simultâneos. Se os sistemas de defesa como o THAAD e os Patriot não conseguirem interceptar esses ataques, os EUA podem sofrer perdas significativas, provocando forte reação doméstica.

Teerã alerta Arábia Saudita e 2.600 mortos à beira do colapso do regime

Simultaneamente, um alto funcionário iraniano revelou à Reuters que Teerã avisou seus aliados regionais — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia — de que, se os EUA utilizarem suas bases para atacar o Irã, esses alvos serão retaliados. Essa pressão diplomática busca isolar os EUA, dificultando que encontrem bases confiáveis na região. A Arábia Saudita, tradicional aliada dos EUA, tem melhorado suas relações com o Irã nos últimos anos e reluta em se envolver no conflito. Se os sauditas recusarem o uso de suas bases, as opções militares americanas ficarão bastante limitadas.

Nos últimos dias, ocorreram protestos violentos contra o governo iraniano, considerados pelos ocidentais e pelo próprio regime como os mais intensos desde a Revolução Islâmica de 1979. Um oficial iraniano revelou que mais de 2.000 pessoas morreram, enquanto grupos de direitos humanos estimam mais de 2.600 vítimas. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, acusou influências estrangeiras de envolvimento e afirmou que o Irã nunca enfrentou uma destruição de tal escala, demonstrando a crise de legitimidade do regime.

Os 2.600 mortos em protestos durante tempos de paz são uma cifra incomum, normalmente associada a guerras civis ou revoluções. Isso indica que as forças de segurança iranianas estão usando tiros reais para reprimir, e não apenas bombas de gás ou balas de borracha. Essa repressão brutal reflete o pânico do regime, que sabe que, se perder o controle, o sistema pode desmoronar. Por outro lado, uma repressão excessiva pode alimentar ainda mais a revolta, levando mais civis neutros a se juntarem às manifestações.

Do ponto de vista estratégico, a decisão de Trump de atacar enquanto o regime iraniano está ocupado reprimindo protestos internos é calculada. Quando o governo está focado na repressão, sua capacidade de responder a ataques externos fica debilitada. Além disso, se os EUA conseguirem derrubar o regime, podem alegar que apoiaram o movimento democrático do povo iraniano, evitando a narrativa de uma guerra de invasão, o que facilitaria a aceitação internacional.

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