Eu medito sentado nas dobras do penhasco
O mar é um safira azul que se estende até o horizonte
Sem ondas, apenas ondulações como a respiração
Contorna o contorno do céu e da terra, suavemente
A brisa do mar é um mastro invisível
Que, ao passar pelos fios do cabelo, traz uma calma salgada
Frescor, não é frio cortante
É a leve trepidação do brilho da lua ao tocar a ponta dos dedos
Que se espalha ao longo das linhas da pele
Aplanando as pequenas ondas escondidas na testa
O sol é o som mais suave de Brahma
Que cai no rosto, aquecendo na medida certa
Nem quente demais, nem intenso, como uma lâmpada
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